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Ibovespa opera de lado com Petrobras e siderurgia em queda; Vale sobe

O Ibovespa opera de lado, após o ganho de 8,36% apurado na sessão de ontem, pressionado sobretudo pelas ações de Petrobras e do setor siderúrgico e impulsionado, por outro lado, pelas ações da Vale. Há pouco, o Ibovespa subia 0,03%, aos 39.

Agência Estado |

452 pontos, após ter cravado mínima aos 38.083 pontos, com queda de 3,44%.

Nas mesas de operação, a percepção é a de que o índice cumpre o que já era esperado após a forte alta de ontem. "Está tudo dentro do script. Há um ajuste da alta de ontem e a Bovespa segue acompanhando as bolsas dos Estados Unidos", resumiu um operador. Depois de uma abertura em queda mais forte, Dow Jones perdia 0,43%, Nasdaq cedia 0,68% e S&P 500, -0,58%.

Conforme esses profissionais, assim como ocorre nos Estados Unidos, os investidores parecem ter tirado o foco da crise e passaram a olhar para dados corporativos. "Ainda há alguma expectativa em relação ao segundo pacote dos Estados Unidos, o que vai alimentar alguma volatilidade", ponderou um operador. "Mas agora a atenção se volta aos balanços das empresas", acrescentou.

As ações da Vale, que agora andam em direção oposta à do Ibovespa, são sustentadas pela expectativa de resultado forte no terceiro trimestre, cuja divulgação está prevista para quinta-feira após o fechamento dos mercados. Há pouco, Vale ON subia 2,21% e Vale PNA, +1,57%. As ações da Petrobras acompanham a trajetória de queda do petróleo e cediam 1,47% (ON) e 0,95% (PN). "Hoje Vale e Petrobras andam descoladas, certamente por conta da expectativa nos resultados que a mineradora vai divulgar depois de amanhã", comentou outro operador.

As siderúrgicas recuam em bloco nesta sessão, com destaque para as ON de CSN, que aparecem desde cedo entre as maiores baixas do Ibovespa. Há pouco, CSN ON perdia 3,16%, Gerdau PN recuava 1,53%, Metalúrgica Gerdau PN cedia 1,20%, Usiminas ON caía 1,08% e Usiminas PNA, -0,33%.

Conforme operadores e um analista que acompanha o setor, a queda é mais profunda em CSN em razão dos ganhos elevados do papel na sessão de ontem, de 13,90%. Há pouco, a queda era de 2,56%. "Além disso, apesar do detalhamento da operação de venda da Namisa, o negócio já estava o no preço da ação", disse o analista. Hoje, a CSN informou ter assinado os principais contratos com o consórcio composto por Itochu, Nippon Steel, JFE Steel, Posco, Sumitomo Metal Industries, Kobe Steel e Nisshin Steel para venda de 40% de sua mineradora, por US$ 3,12 bilhões.

Ações do setor de construção também se destacam entre as maiores altas, ainda repercutindo o pacote de ajuda do governo à indústria. Ontem, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, informou que o governo está buscando um meio de viabilizar entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões para as construtoras que se capitalizaram em 2007 e sinalizam agora falta de capital de giro. Há pouco, Rossi Residencial ON subia 7,71%, Gafisa ON ganhava 7,06% e Cyrela ON, +3,24%.

As ON do frigorífico Friboi lideram as altas do Ibovespa, com ganho de 8,12%, diante da notícia de que a companhia pretende concluir imediatamente a compra da Smithfield Beef, incluindo a Five Rivers Ranch, ambas dos Estados Unidos. Em relação à aquisição da National Beef, o frigorífico informa que vai batalhar pela conclusão do negócio na Justiça norte-americana. O Departamento de Justiça dos EUA arquivou queixa contra a operação.

Conforme um operador, embora um dos negócios ainda esteja sob risco de veto, a notícia de que a aquisição da Smithfield sairá em breve e com aval dos Estados Unidos é positiva para a ação.

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