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O Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) confirmou a alta esperada para o pregão de hoje e subiu 9,8%, na máxima até agora, reconquistando os 53 mil pontos. O avanço do mercado acionário doméstico reflete o clima de euforia nas principais praças financeiras globais, após uma série de medidas anunciadas nos Estados Unidos pelo Tesouro, Federal Reserve (Fed, o banco central americano) e a Securities and Exchange Comission (SEC, o órgão regulador do mercado de capitais dos EUA) em uma tentativa desesperada de tentar restaurar a confiança dos investidores no sistema financeiro.

Por volta das 11h30 (de Brasília), o Ibovespa subia 7,22%, a 51.919 pontos, e registrava um volume financeiro de R$ 2,47 bilhões. No mesmo horário, nos Estados Unidos, o índice Dow Jones ganhava 3,02% e o Nasdaq 100 avançava 2,59%. Na Europa, a Bolsa de Londres disparava 8,05% e a de Paris tinha alta de 7,48%.

A expectativa agora se volta para a entrevista que o secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, concede neste momento, com o objetivo de discutir uma "abordagem compreensiva aos desdobramentos do mercado", mas a avaliação é que dificilmente o que ele disser vai tirar o mercado de sua rota positiva.

O destaque de alta do pregão é as ações ordinárias (ON) da BM&FBovespa, que chegaram a subir mais de 24% mais cedo e apresentavam alta de 14,39%, no horário citado acima. As ações da Petrobras apresentam fortes ganhos, com as ON em alta de 5,52% e as preferenciais (PN) com ganhos de 4,57%.Ainda no mesmo horário, os papéis PN classe A (PNA) da Vale subiam 4,62%.

Porém, analistas vêem com cautela essa alta estrondosa da Bovespa hoje. "O mercado ainda está bastante distorcido e precisa de um ajuste coerente. Isso não é real. Não dá ainda para dizer que acabou a crise", diz uma fonte. Para eles, assim como nos últimos dias o mercado acionário teve uma queda exagerada, agora está tendo uma valorização fora do comum.