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Após uma abertura positiva, influenciada pelo balanço da mineradora Vale e pela alta dos preços do petróleo no mercado internacional, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) teve uma recaída e passou a operar em baixa. O motivo da virada de sinal da Bolsa brasileira é o mercado de ações americano, que está reagindo mal ao avanço do petróleo, aos dados sobre o desempenho das varejistas em julho, ao crescimento inesperado dos pedidos semanais de seguro-desemprego e ao prejuízo no segundo trimestre da seguradora AIG.

Esse noticiário negativo, que reforça a preocupação com os efeitos nas empresas americanos do enfraquecimento da economia dos Estados Unidos, estão derrubando as Bolsas em Nova York. Por volta das 11h20 (de Brasília), o Índice Bovespa cedia 0,65%, a 57.168 pontos, e registrava um volume financeiro de R$ 824 milhões. Na mínima, o Ibovespa caiu 1,01%, a 56.960 pontos e, na máxima, subiu 0,69%, a 57.942 pontos. No mesmo horário, nos Estados Unidos, o índice Dow Jones recuava 0,69%, o Nasdaq 100 tinha baixa de 0,23% e o S&P 500 perdia 0,55%.

As ações da Vale, que chegaram a subir 2% no início do pregão, se ajustando ao balanço do segundo trimestre, divulgado ontem à noite, também inverteram a mão. Às 11h17, as ações preferenciais classe A (PNA) da mineradora recuavam 0,71% e os papéis ordinários (ON) registravam baixa de 0,66%. Analistas afirmam que as ações da Vale estão acompanhando o movimento das mineradoras no exterior, que iniciaram o dia em alta, mas depois passaram a operar em baixa.

Já as ações da Petrobras desaceleraram a alta, seguindo a redução dos ganhos do petróleo. No mesmo horário, o papel ON da estatal petrolífera subia 1,18%, enquanto a ação PN tinha alta de 0,72%. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), o contrato futuro do petróleo tipo WTI com vencimento em setembro subia 1,17% a US$ 119,97 o barril.