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Ibovespa inverte o sinal e fecha em baixa de 0,40; dólar tem sétima alta consecutiva

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, inverteu o sinal na tarde desta terça-feira e fechou em baixa de 0,40%, aos 54.502 pontos, ampliando as perdas de agosto para 8,41% e as de 2008 para 14,69%.

Redação com agências |


A reação ao lucro recorde de R$ 8,783 bilhões registrado pela Petrobras no segundo trimestre deste ano fez com que os investidores mantivessem constantemente ordens de compras para os papéis da empresa. E isso ajudou a segurar a alta do Ibovespa na maior parte do dia. No final do pregão, entretanto, os ganhos das ações foram reduzidos e, com a inversão para o negativo dos papéis da Vale, o índice sucumbiu às perdas em Wall Street.

Além da queda do petróleo o dia todo alfinetando o desempenho da Petrobras - em Nova York, o barril perdeu 1,26%, para US$ 113,01 -, pouco antes de o pregão terminar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que a camada pré-sal não deve ficar concentrada "na mão de meia dúzia de empresas".

Segundo ele, o petróleo brasileiro não é da Petrobras, mas "do povo", e é preciso discutir o destino desse petróleo. Nas últimas semanas, os investidores vêm reagindo com vendas às notícias de que o governo planeja criar uma empresa para explorar a camada pré-sal, o que esvaziaria a Petrobras.

As ações ON da petrolífera avançaram 0,85% e as PN, 1,13%. No melhor momento do pregão, chegaram a avançar 3,86% e 3,36%, nesta ordem. Vale também foi alvo de vendas com a piora em Nova York e com a influência dos metais em queda. As ações viraram e perderam 0,57% as ON e 0,03% as PNA (subiram 1,99% e 1,64% na máxima do dia, respectivamente).

Por causa da desaceleração da demanda prevista para a economia global, o setor siderúrgico caiu em bloco, enquanto os bancos recuaram por causa das notícias ruins do setor nos Estados Unidos e Europa, razões para a queda dos principais índices norte-americanos. Gerdau PN, por exemplo, perdeu 3,08%, enquanto Bradesco PN recuou 1,30%.

Em Nova York, o índice Dow Jones recuou 1,19%, o S&P perdeu 1,20% e o Nasdaq fechou com variação negativa de 0,38%. O banco de investimentos JPMorgan anunciou baixa contábil de US$ 1,5 bilhão em títulos lastreados por hipotecas no trimestre atual; o Morgan Stanley informou que está recomprando US$ 4,5 bilhões em títulos com rendimento definido em leilão, enquanto o Wachovia revisou em alta seu prejuízo trimestral para refletir um provável impacto de US$ 500 milhões antes de impostos provocado por um acordo sobre títulos desse tipo. Na Europa, o banco UBS anunciou prejuízo no segundo trimestre, depois de computar US$ 5,1 bilhões em perdas contábeis.

Para amanhã, a volatilidade na Bovespa tende a ser ainda maior por conta do vencimento de Ibovespa futuro e de opções sobre Ibovespa. A agenda doméstica está esvaziada de eventos relevantes, e as atenções devem se voltar para as vendas no varejo nos EUA e para os dados de estoques de petróleo divulgados lá.

Dólar

O dólar subiu pela sétima sessão seguida nesta terça-feira, refletindo a pressão de investidores estrangeiros em meio à queda das bolsas de valores e dos preços das commodities no exterior. O dólar fechou a quinta-feira cotado a R$ 1,624, com alta de 0,5%. A moeda americana acumula valorização de 3,9% no mês, mas ainda exibe queda de 8,6% em 2008.

Os sete dias de alta tiraram o dólar do patamar de R$ 1,56, em que esteve no fim de julho. O nível era o menor desde janeiro de 1999.

Para Milton Mota, operador da SLW Corretora, a alta do dólar é mais uma "recomposição" após as perdas do mês passado do que o início de uma tendência de alta de longo prazo. Mas, desde o começo de agosto, o mercado assiste a uma mudança brusca no comportamento dos investidores estrangeiros.

Esses investidores exibiam US$ 3,3 bilhões em posição comprada em derivativos cambiais na terça-feira, ante US$ 7,6 bilhões em posição vendida no final de julho. A virada de mais de US$ 10 bilhões marca o fim da aposta que eles mantinham no enfraquecimento do dólar diante do real.

Sidnei Nehme, diretor-executivo da NGO Corretora, também avalia que essa mudança é temporária. 'Não temos expectativa de que prospere o aumento de "posições compradas' pelos estrangeiros", escreveu em relatório.

"Neste momento, a moeda norte-americana tende a manter-se em torno de R$ 1,60", afirmou.

Como o retorno ao nível de R$ 1,60 implica em desmonte de posições compradas na BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros), espera-se que ocorram movimentos de volatilidade até que se consolide esse nível para o câmbio.

O mercado foi pressionado nesta sessão pela queda de mais de 1% das bolsas de valores em Nova York, que mostraram preocupação com o setor financeiro, e pela baixa das commodities. Outras moedas, no entanto, exibiram mais resistência à alta do dólar do que nos últimos dias.

Na última hora de negócios, o Banco Central realizou o tradicional leilão de compra de dólares no mercado à vista. Somente uma das propostas divulgadas foi aceita, segundo um operador, com taxa de corte de R$ 1,6193.

Com informações da Agência Estado e da Reuters

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