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Ibovespa ensaia recuperação generalizada puxado por Vale e bancos

Depois de cinco sessões de quedas consecutivas, que jogaram o Ibovespa para abaixo dos 30 mil pontos pela primeira vez desde outubro de 2005, a Bolsa paulista ensaia hoje recuperação, com a correção quase que generalizada dos preços de papéis que integram a carteira. O movimento é puxado pelas ações de Vale e do setor financeiro, com ajuda ainda das siderúrgicas.

Agência Estado |

Os papéis da Petrobras também passam por correção, porém ainda há pressão vendedora que impossibilita desempenho superior ao do índice. "Não é nada além de uma recuperação, que ainda não repõe as perdas de ontem", resumiu um operador.

Há pouco, o Ibovespa subia 4,66%, aos 30.807 pontos. Ontem, a queda foi de 6,50%, para a mínima de 29.435 pontos. Dentre os bancos, destaque para Itaú PN e Bradesco PN, que subiam, respectivamente, 7,89% e 7,63%. Ontem, as duas instituições divulgaram resultados do terceiro trimestre e tornaram pública sua exposição a derivativos cambiais, tema que vinha alimentando rumores no mercado. "Os dois mostraram posições saudáveis e isso trouxe algum alívio com certeza", comentou um analista do setor financeiro. No mesmo horário, Banco do Brasil ON ganhava 3,93%, Unibanco Unit subia 5,06% e Banco Nossa Caixa ON, +4,81%.

As ações da Vale subiam junto com as commodities nas bolsas internacionais, tentando incorporar parte do forte lucro líquido apurado no terceiro trimestre à cotação em Bolsa. "A Vale ainda não precificou o resultado, assim como há outras ações a preços bastante atraentes", disse um operador. Há pouco, Vale ON subia 4,80% e Vale PNA, +3,85%.

Os papéis de Petrobras mostram desempenho mais modesto que o da outra blue chip nesta sessão. Há pouco, Petrobras ON subia 1,86% e Petrobras PN ganhava 3,15%. Um operador destacou que o volume de aluguel com ações da Petrobras quase que triplicou em outubro, num sinal de que há ainda muitos investidores querendo se desfazer do papel. A forte queda das cotações do petróleo - que hoje sobe pouco mais de 1% na Nymex eletrônica, para a casa de US$ 64 o barril - explica parte da pressão de venda.

As siderúrgicas também engatam trajetória de correção, a despeito dos renovados sinais de arrefecimento da demanda por aço, com queda do preço do insumo em mercados importantes, com destaque para a China. Há pouco, Gerdau PN subia 4,72%; Metalúrgica Gerdau PN avançava 8,89%; Usiminas ON, +5,37%; Usiminas PNA, +5,05%; e CSN ON, +6,26%.

Papéis que apareceram com freqüência entre as maiores baixas do Ibovespa em sessões recentes hoje se destacam na ponta oposta. Caso de Gafisa ON (+7,59%), VCP PN (+8,81%) e Cosan ON (+10,77%). Embraer ON e CCR ON respondem pelas únicas baixas do índice, com quedas de 1,00% e 1,40%, respectivamente.

Segundo operadores, o "respiro" de hoje não sinaliza uma inversão de tendência. Ontem, no after market, ainda houve grande pressão vendedora, impulsionada tanto por investidores estrangeiros quanto por fundos locais que necessitam cobrir saques elevados, o que tende a prevalecer nos próximos dias. "A boa notícia é que, ao que parece, o espaço para cair agora é menor", afirmou um profissional.

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