Após acumular apenas um fechamento em alta em quatro sessões este mês, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) ensaia uma recuperação nos negócios hoje. O desempenho positivo que os mercados em Nova York apresentaram no início do dia e a queda dos preços do petróleo no mercado internacional, após as sucessivas altas recordes na semana passada, contribuem para os ganhos hoje no mercado interno.

Mas com a virada nos Estados Unidos, onde as bolsas passaram a operar em terreno negativo, a Bovespa reduziu os ganhos do dia.

Por volta das 14h, o índice Bovespa subia 0,20%, a 59.485 pontos. Na pontuação máxima do dia até o momento, o Ibovespa avançou 2,41%, a 60.795 pontos. O indicador ainda não operou em baixa. No mesmo horário, nos Estados Unidos, o índice Dow Jones perdia 1,20% e o Nasdaq-100 recuava 0,32%.

Dólar

O dólar à vista abriu estável hoje, a R$ 1,608, na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), na mesma cotação de fechamento da última sexta-feira (dia 4). Por volta das 14h20, porém, o dólar caía 0,56%, a R$ 1,599, após oscilar entre o terreno negativo e positivo.

Hoje, o mercado internacional amanhece mais tranqüilo e o dólar encontra espaço para valorizar-se ante as principais moedas estrangeiras, com conseqüente queda dos preços do petróleo no mercado externo.

Isso é decorrente das expectativas em torno da reunião do G8 (grupo dos sete países mais industrializados do mundo e a Rússia) e do G5 (cinco nações emergentes: Brasil, Índia, África do Sul, México e China), no Japão, onde a alta dos preços dos alimentos e do petróleo deve ser tema de destaque. O mercado financeiro internacional acompanhará de perto discussões e declarações dos líderes sobre esses assuntos, com eventuais impactos nos preços.

Porém, a cautela ainda permeia as transações no mercado de câmbio e, por aqui, um dos sinalizadores da aversão ao risco para o mercado deve continuar sendo o comportamento dos investidores estrangeiros na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). O mês de junho foi recorde de saídas e os especialistas acompanham o comportamento deste mês querendo identificar se há uma tendência mais firme de fuga de capitais em curso.

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