A contaminação nos mercados hoje é para o bem. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu o pregão em alta em meio ao clima de euforia que toma conta das bolsas internacionais, com os investidores recomprando ações após o governo dos Estados Unidos ter anunciado, ontem à noite, planos de criar um fundo para comprar dívidas podres dos bancos de investimentos e outras instituições financeiras e a o órgão regulador do mercado de capitais americano (a SEC, na sigla em inglês) ter proibido temporariamente a venda de ações a descoberto de 799 companhias financeiras por um período de 10 dias.

As medidas visam restabelecer a confiança no sistema financeiro e deter a onda de fuga que vinha consumindo o mercado.

Às 10h12 (de Brasília), o Índice Bovespa disparava 5,69%, a 51.179 pontos, na pontuação máxima do dia até o momento. No mesmo horário, os índices futuros das Bolsas de Nova York tinham alta de 4,17% (Nasdaq) e de 5,4% (S&P). Na Europa, a Bolsa de Londres ganhava 9,52% e a de Paris subia 8,29%.

A favor da Bovespa, há ainda a alta das matérias-primas (commodities). O petróleo sobe mais de 4% em Nova York, com o barril negociado acima de US$ 100. Ainda no horário citado acima, as ações preferenciais (PN) da Petrobras avançavam 8,07%, enquanto os papéis PN classe A (PNA) da Vale tinham alta de 7,23%.

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