SÃO PAULO - O pregão desta sexta-feira deve ter um começo de forma instável, com os investidores atentos às notícias vindas da Grécia e aos indicadores divulgados nos Estados Unidos. Há pouco, o Ibovespa futuro, que chegou a atingir 70.410 pontos na máxima, subia apenas 0,04%, aos 70.

SÃO PAULO - O pregão desta sexta-feira deve ter um começo de forma instável, com os investidores atentos às notícias vindas da Grécia e aos indicadores divulgados nos Estados Unidos. Há pouco, o Ibovespa futuro, que chegou a atingir 70.410 pontos na máxima, subia apenas 0,04%, aos 70.130 pontos. O principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) avançou nos dois últimos dias de negócios. Ontem, o Ibovespa teve alta de 0,10%, aos 69.386 pontos, com giro de R$ 6,476 bilhões. No cenário externo, o primeiro-ministro grego, George Papandreou, pediu a ativação do plano de resgate acertado entre líderes europeus e o Fundo Monetário Internacional (FMI) para tirar o país da crise da dívida. Papandreou comentou que os mercados não responderam positivamente às medidas de austeridade e que agora é uma"necessidade nacional"pedir ajuda. A Comissão Europeia avisou que dará uma resposta"rápida"ao pedido da Grécia. A Europa já havia aceitado colocar à disposição do país 30 bilhões de euros em empréstimos bilaterais e o FMI aceitou aportar de 10 bilhões de euros a 15 bilhões de euros. A notícia de pedido de ativação do pacote de resgate ocorre um dia depois de a agência Moody´s rebaixar a nota de crédito da Grécia e de a agência de estatísticas Eurostat revisar o déficit orçamentário grego, de 12,9% para 13,6% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2009. Na agenda de hoje, destaque para novos indicadores sobre os setores imobiliário e industrial dos Estados Unidos. De acordo com o Departamento do Comércio americano, as encomendas de bens duráveis recuaram 1,3% em março. O resultado sucedeu três meses consecutivos de avanços, incluindo uma alta de 1,1% em fevereiro. E dando prosseguimento à temporada de balanços americanos, o site de compras Amazon anunciou lucro de US$ 299 milhões no primeiro trimestre deste ano, superando em 69% o ganho de US$ 177 milhões apurado nos três primeiros meses de 2009. Nessa base de comparação, a receita líquida da empresa subiu 46%, atingindo US$ 7,131 bilhões. Para o segundo trimestre, a empresa prevê vendas líquidas entre US$ 6,1 bilhões e US$ 6,7 bilhões, o que corresponde a um crescimento entre 31% e 44% em relação ao segundo trimestre de 2009. No setor de tecnologia, o sucesso do Windows 7 impulsionou os resultados da Microsoft e a companhia encerrou o trimestre até março com lucro líquido de US$ 4 bilhões, ou US$ 0,45 por ação, uma alta de 35% ante o mesmo período do ano passado. Os dados vieram acima das expectativas de alguns analistas, que apontavam para US$ 0,42 por ação. O lucro operacional da gigante de tecnologia alcançou US$ 5,17 bilhões, o que representa um crescimento de 17%. No período, que representa o terceiro trimestre fiscal da empresa, a receita da Microsoft subiu 6%, totalizando US$ 14,5 bilhões. Pela manhã, os índices futuros americanos indicavam uma abertura positiva, na mesma direção das bolsas europeias, que reagem principalmente ao anúncio da Grécia. Na Ásia, as bolsas encerraram a sessão desta sexta-feira em queda, em meio à preocupação com a situação fiscal da Grécia e à paridade do dólar em relação ao iene. Os investidores também analisaram o alerta da Fitch Ratings sobre o Japão, que avisou que a elevada dívida do governo japonês ameaça o rating atual do país. O Shanghai Composite, de Xangai, teve declínio de 0,53%, aos 2.983 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng registrou baixa de 0,98%, aos 21.244 pontos, enquanto o Kospi, de Seul, recuou 0,14%, para 1.737 pontos. Por fim, em Tóquio, o índice Nikkei 225 apresentou queda de 0,32%, para 10.914 pontos. No cenário corporativo doméstico, a Gerdau disse ontem que está avaliando a possibilidade de participar do consórcio vencedor do leilão da usina hidrelétrica de Belo Monte. Segundo a siderúrgica, a decisão será tomada somente depois que a companhia tiver acesso às informações detalhadas do empreendimento. Reportagem publicada na edição de ontem do Valor mostrou que o governo e a Eletrobras tentarão convencer algumas empresas de grande porte a entrar no consórcio. Além da Gerdau, CSN e Braskem também devem ser sondadas. Os papéis PN da Gerdau subiram ontem 2,03%, para R$ 29,69. Já a Petrobras revelou que estuda internamente alternativas à capitalização com cessão onerosa de até 5 bilhões de barris, mas que continua trabalhando internamente com a possibilidade de que o processo seja aprovado pelo Congresso em tempo hábil para concluir a operação ainda no primeiro semestre. A afirmação partiu do presidente da companhia, José Sergio Gabrielli, que participou das assembleias gerais ordinária e extraordinária na sede da empresa. "Vou trabalhar com a hipótese de que é possível (a capitalização). Se não chegar, vamos ter que ver o que fazer. É claro que estamos discutindo alternativas, mas eu não vou discutir isso publicamente, porque não tem sentido, só quando aparecer o fenômeno", frisou Gabrielli. Para ele, há tempo hábil tanto para a aprovação no Congresso, quanto para os preparativos societários e a conclusão do processo de perfuração e certificação que determinará a área com até 5 bilhões de barris de óleo equivalente que será cedida à estatal. Ontem, as ações PN da Petrobras cederam, 1,29%, para R$ 33,60. No mercado de câmbio, o dólar iniciou os negócios em baixa, mas já inverteu a trajetória. Há instantes, a moeda americana se valorizava em 0,11%, a R$ 1,767 na venda. No mercado futuro, o dólar tinha apreciação de 0,08%, a R$ 1,7685. (Beatriz Cutait | Valor)
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