SÃO PAULO (Reuters) - A Bolsa de Valores de São Paulo teve uma segunda-feira de queda, com desempenho ruim nas blue chips derrubando o principal índice, apesar de um cenário externo positivo tanto na Europa quando nos Estados Unidos.

O Ibovespa, principal índice da bolsa paulista, recuou 0,61 por cento, a 67.119 pontos. O volume financeiro negociado no pregão foi de 6,53 bilhões de reais. Na sessão anterior o Ibovespa havia perdido 0,66 por cento.

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Ibovespa contraria exterior e cai por blue chips

SÃO PAULO (Reuters) - A Bolsa de Valores de São Paulo teve uma segunda-feira de queda, com desempenho ruim nas blue chips derrubando o principal índice, apesar de um cenário externo positivo tanto na Europa quando nos Estados Unidos.

O Ibovespa, principal índice da bolsa paulista, recuou 0,61 por cento, a 67.119 pontos. O volume financeiro negociado no pregão foi de 6,53 bilhões de reais. Na sessão anterior o Ibovespa havia perdido 0,66 por cento.

Reuters |

SÃO PAULO (Reuters) - A Bolsa de Valores de São Paulo teve uma segunda-feira de queda, com desempenho ruim nas blue chips derrubando o principal índice, apesar de um cenário externo positivo tanto na Europa quando nos Estados Unidos.

O Ibovespa, principal índice da bolsa paulista, recuou 0,61 por cento, a 67.119 pontos. O volume financeiro negociado no pregão foi de 6,53 bilhões de reais. Na sessão anterior o Ibovespa havia perdido 0,66 por cento.

O mercado operou no azul durante o início da sessão, mas não se sustentou com a aceleração na queda em seus papéis de maior giro, Petrobras e Vale, que caíram em questões específicas, apesar de um dia de ganhos em Wall Street.

"Aqui a queda é bem pontual. Muito receio com o processo envolvendo a Petrobras e também o seu rebaixamento por uma corretora. Isso se soma ao aspecto da Vale, que pode ser prejudicada pela desaceleração em construções na China", explicou Newton Rosa, economista-chefe da SulAmerica Investimentos.

Contudo, Rosa aponta que a baixa do dia é específica, sem relação com o mês de abril no qual o Ibovespa perdeu 4,04 por cento.

"Os Estados Unidos devem cumprir a tarefa de nos entregar bons números, e isso já começou hoje, o que mantém um certo otimismo sobre as bolsas", colocou Rosa.

As ações da Petrobras cederam 3,96 por cento, para 31,50 reais, maior queda e volume do índice, no dia em que o JPMorgan reduziu sua recomendação para o papel de "overweight" para "neutral", além de ter reduzido seu preço-alvo.

"Acreditamos que o relativo bom desempenho que as ações registraram desde 5 de fevereiro pode ser interrompido após o anúncio de que o levantamento em ações será feito através de uma emissão global de ações com menos informação do que o originalmente previsto. Sob o atual cenário acreditamos que devemos esperar por respostas a muitas questões", justificou o JPMorgan em relatório.

O JPMorgan reduziu o preço-alvo da Petrobras PN de 46 reais para 39 reais e Petrobras ON de 51 reais para 43 reais.

Os papéis da mineradora tiveram queda de 2,54 por cento, para 45,35 reais.

"Colocamos o preço da Vale em revisão mas continuamos com rating 'buy'. A empresa atingiu nosso preço potencial que não englobava os reajustes de 100 por cento para o minério de ferro em 2010", afirmou o BB Investimento em relatório.

Na outra ponta o setor de construção teve um dia de ganhos. A Gafisa subiu 4,81 por cento, para 12,41 reais. A Cyrela avançou 4,78 por cento, para 21,50 reais e a Rossi teve alta de 3,72 por cento, a 13,12 reais.

Em Wall Street os principais índices encerram com expressiva valorização, todos acima de 1 por cento, animados por dados mostrando um aumento no gasto do consumidor, o que animou os investidores sobre a saúde da recuperação da maior economia do mundo.

Os números dos Estados Unidos animaram também o mercado europeu, que deixou de lado por ora a desconfiança sobre os rumos do pacote de ajuda à Grécia e receio de contágio para outros países com grande dívida.

(Reportagem de Rodolfo Barbosa; Edição de Silvio Cascione)

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