A Bovespa quase resistiu à queda das bolsas norte-americanas: no ajuste do pregão, acabou virando para o negativo, apesar do empurrãozinho da Petrobras. As ações da estatal do petróleo tiveram uma sessão predominantemente positiva, impedindo que as perdas do Ibovespa, principal índice da Bolsa, fossem maiores.

Wall Street também trabalhou contra: operou o dia quase todo no negativo.

O Ibovespa encerrou o pregão com baixa de 0,17%, aos 60.148,3 pontos. Acumulou alta de 1,32% na semana, mas, em julho, ainda recua 7,49%. No ano, as perdas somam 5,85%. O volume financeiro negociado hoje totalizou R$ 4,809 bilhões.

Em Wall Street, o Dow Jones terminou em baixa de 1,14%, aos 11.100,5 pontos. Pela manhã, caiu abaixo de 11 mil pontos pela primeira vez desde julho de 2006. O S&P recuou 1,11% e o Nasdaq perdeu 0,83%. Os destaques do pregão, de novo, foram as agências de crédito hipotecário Freddie Mac e Fannie Mae, que foram as justificativas para queda predominante na sessão.

Também pesou negativamente sobre as ações nos Estados Unidos a alta do petróleo. Hoje, o preço do contrato para agosto negociado na Bolsa Mercantil de Nova York subiu 2,42%, para US$ 145,08 por barril. Os "vendidos", investidores que apostam na alta dos preços, ajustaram posições se preparando para o final de semana, com os temores de que a tensão geopolítica pode aumentar, com o conflito armado entre Irã e Israel.

No Brasil, as ações da Petrobras hoje reagiram em alta ao avanço do petróleo. Petrobras ON subiu 0,88% e Petrobras PN ganhou 1,37%. Vale trabalhou a sessão toda num vaivém entre alta e baixa e fechou na segunda opção. Vale ON caiu 1,63% e Vale PNA perdeu 0,32%. Hoje começou o período de reserva para a oferta global de ações da mineradora.

O destaque do pregão doméstico foram as ações das empresas de Eike Batista: OGX e MMX. Os papéis despencaram depois que a Polícia Federal confirmou ter executado mandado de busca e apreensão de documentos na casa do controlador das empresas e na sede da MMX. Os mandados fazem parte da Operação Toque de Midas, que investiga irregularidades na concessão da estrada de ferro do Amapá. OGX ON, que chegou a cair 22,75%, fechou em baixa de 10,51%. MMX ON, que recuou 16,03% na mínima, fechou em -9,78%. Os papéis não integram o Ibovespa.

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