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Ibovespa abre em baixa, replicando turbulência externa

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu em forte queda hoje, replicando o clima negativo no exterior, onde os principais mercados financeiros despencam, diante do pedido de concordata do Lehman Brothers, o quarto maior banco de investimentos dos Estados Unidos; da compra do banco de investimento Merrill Lynch pelo Bank of America (BofA), por cerca de US$ 50 bilhões (US$ 29 por ação); e da notícia de que a American International Group (AIG), principal companhia de seguros dos EUA, busca um empréstimo emergencial de curto prazo (empréstimo-ponte) de US$ 40 bilhões do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA). Às 10h08 (de Brasília), o Índice Bovespa recuava 4,95%, a 49.

Agência Estado |

797 pontos, na pontuação mínima do dia até o momento. No mesmo horário, a Bolsa de Londres despencava 4,71% e a de Frankfurt tinha queda de 3,97%.

Em Nova York, o estresse toma conta dos negócios no pré-mercado, com o futuro do S&P 500 desabando 3,73% e o futuro do Nasdaq 100 em baixa de 3,01%, no horário citado acima. As ações do Lehman Brothers derretiam 89%, BofA cedia 14% e as da AIG derretiam 42%. Já as ações da Merril Lynch subia 37%.

Hoje é um daqueles dias em que a porta de saída da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) deve ficar pequena. Todas as ações devem ser penalizadas, em especial aqueles que têm participação maior na carteira dos investidores estrangeiros, segundo operadores. Petrobras e Vale devem ser castigadas ainda por causa do tombo das matérias-primas (commodities) no mercado internacional. Tudo isso acontece em pleno vencimento de opções sobre ações na Bovespa. Ainda no mesmo horário, as ações preferenciais (PN) da estatal petrolífera cediam 7%, enquanto os papéis PN classe A (PNA) da mineradora perdiam 5,9%.

Mesmo os mais experientes profissionais de Bolsa temem fazer qualquer prognóstico para além da abertura. "Não existe precificação hoje. O comportamento dos mercados vai depender do que o Fed disser ou fizer durante o dia", disse um economista.

Em uma tentativa de estabilizar o sistema financeiro e amenizar o aperto do crédito, o Fed anunciou novas medidas para facilitar o acesso ao crédito emergencial para instituições financeiras com dificuldades e um consórcio de dez bancos comerciais e de investimentos criou uma linha de crédito de US$ 70 bilhões para socorrer instituições em dificuldades. Entre os especialistas, no entanto, há sérias dúvidas se o pacote de ajuda será suficiente para resgatar a confiança na autoridade monetária e se vai conseguir equacionar os problemas no setor financeiro.

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