Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Ibovespa abre em baixa enquanto aguarda PIB dos EUA

O mercado de ações global aguarda no terreno negativo a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano do quarto trimestre de 2008, que sai daqui a pouco, às 11h30, e que deverá definir o tom do dia. Analistas estimam retração de 5,5%.

Agência Estado |

Influenciado pelo exterior, o índice Bovespa abriu em baixa e recuava 1,14% a 39.185 pontos, na mínima, logo após a abertura, às 11h08, estendendo as perdas de ontem, quando a Bolsa encerrou em baixa de 1,46%, aos 39.638,42 pontos.

Se o Ibovespa se não piorar muito neste pregão, deve fechar janeiro com rentabilidade positiva razoável, especialmente se comparada à das Bolsas norte-americanas que contabilizavam até ontem perdas entre 4% (Nasdaq) e 7% (Dow Jones). Com a realização de lucros de ontem, o Ibovespa ainda registra valorização de 5,5% no mês. Mas os investidores não querem arriscar muito. Desde o dia 10 de dezembro de 2008 (33 pregões), o índice vem circulando ao redor dos 39 mil pontos, destaca o relatório do BB Investimentos distribuído ontem a clientes.

As bolsas na Europa, nos EUA e na Ásia continuam refletindo os dados desastrosos sobre a atividade e balanços desapontadores de empresas, que trazem perspectivas mais sombrias para o mercado de ações. No Japão, o índice Nikkei da Bolsa de Tóquio caiu 3,12%, pressionado por balanços ruins do terceiro trimestre divulgados pela Nintendo, Kyocera e Toshiba, a despeito dos níveis deprimidos de preço das ações. A queda recorde na produção industrial no Japão em dezembro, de 9,6%, também incentivou as vendas de ações.

Nos EUA, o Nasdaq futuro recuava 0,87% e o S&P 500 futuro cedia 0,85% nesta manhã, com os investidores na defensiva. Além do PIB, saem hoje a confiança do consumidor da Universidade de Michigan em janeiro e o índice de atividade industrial de Chicago PMI, também de janeiro. Além disso, serão divulgados os balanços das duas maiores companhias de petróleo dos EUA, a ExxonMobil e a Chevron, ao lado da gigante do setor de consumo Procter & Gamble e do conglomerado industrial Honeywell Internacional.

O noticiário corporativo, envolvendo empresas brasileiras, está aquecido e pode gerar movimentos pontuais de preços na Bovespa. A Vale está novamente no centro das atenções, após comprar da Rio Tinto a mina de minério de ferro Corumbá, em Mato Grosso do Sul, e uma mina de potássio na Argentina, por US$ 1,6 bilhão. Em Londres, as ações da Rio Tinto subiam 6% mais cedo, mas as outras mineradoras operavam em baixa. Segundo o analista da Mercatto Investimentos Roni Lacerda, a Vale está aproveitando o caixa robusto para fazer movimentos estratégicos importantes num momento em que ativos estão depreciados. Mas, diz ele, o driver dos preços das ações será dado pela recuperação do setor.

Ainda no noticiário corporativo, destaque para o Grupo Cosan, que estaria finalizando a compra da NovAmérica Agroenergia, braço sucroalcooleiro do Grupo NovAmérica, para se consolidar como o maior conglomerado produtor de açúcar e álcool do planeta. Segundo fontes do setor sucroalcooleiro, a ratificação do acordo está prevista para ser oficializada até o final de fevereiro, conforme apurou a Agência Estado.

Após uma disputa acirrada com a Neoenergia e a Cemig, a Camargo Corrêa exerceu seu direito de preferência e assinou ontem a compra da participação de 14,3% da Votorantim na CPFL. A Camargo Corrêa vai desembolsar R$ 2,67 bilhões, valor bem acima do que vinha sendo estimado pelo mercado - de algo em torno de R$ 2 bilhões.

O setor de aço também pode reagir à emenda protecionista exigindo que todo o "ferro, aço e produtos manufaturados" usados em projetos do pacote norte-americano sejam "made in USA".

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG