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Ibovespa abre em baixa e já cai mais de 5%

A ação coordenada dos principais bancos centrais do mundo esta manhã, que cortaram a taxa básica de juro de suas respectivas economias, teve efeito positivo efêmero no mercado financeiro global. Os índices futuros de ações americanos, que subiram após a ação coordenada dos BCs, voltaram a operar no terreno negativo, enquanto as bolsas européias, após uma reação tímida, retomavam o sinal de baixa.

Agência Estado |

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) seguiu a mesma direção dos mercados internacionais e abriu em baixa.

Às 10h10 (de Brasília), o índice Bovespa caía 5,06%, a 38.109 pontos, na mínima do dia até o momento. No mesmo horário, a Bolsa de Londres recuava 4,27% e os índices futuros de Nova York tinham queda superior a 3%.

Segundo operadores, hoje o que está pesando mais na abertura do mercado de ações brasileiro é a disparada do dólar ante o real. Ontem, a moeda americana fechou na maior cotação desde maio de 2006, a R$ 2,312. Essa nova alta do dólar só reforça o medo dos investidores de que aumentem os problemas de liquidez em empresas que fizeram operações no mercado futuro de dólar, apostando na estabilidade ou baixa da moeda, e de instituições financeiras que montaram esse tipo de operação. "Hoje é isso que deve pegar na Bolsa", disse um operador.

Analistas dizem que a ação sincronizada dos bancos centrais dos Estados Unidos, Europa, Inglaterra, Suíça, Suécia e Canadá, que cortaram os juros básicos de seus países em 0,50 ponto porcentual, está na direção certa de sanar a falta de liquidez, mas não resolve o problema. "O problema não é de custo do dinheiro, mas de confiança", disse uma fonte. Por isso, a avaliação é de que a volatilidade e a tensão no mercado devem prosseguir, como se vê esta manhã.

Ásia

As duas maiores Bolsas da Rússia interromperam as negociações no início da manhã, após um declínio acentuado nas ações, e não devem voltar a operar hoje. As ações despencaram, influenciadas negativamente pela fraqueza nos mercados mundiais e pelos preços baixos do petróleo.

Antes da ação coordenada, a Bolsa de Tóquio desabou 9,38%, o que correspondeu à maior queda porcentual em 21 anos, com os investidores buscando sair o mais rápido possível do mercado, assustados com a disseminação da turbulência financeira pelas bolsas mundiais. O primeiro-ministro japonês, Taro Aso, disse que a queda foi "além da imaginação".

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