A Bolsa de Valores de São Paulo Mais iniciou o pregão de hoje, sinalizando que pode haver mais um dia caótico, em que há o risco de a semana terminar com o mecanismo do circuit breaker sendo ativado novamente, como aconteceu na segunda-feira (dia 6). Às 10h08 (de Brasília), o índice Bovespa recuava 2,73%, a 36.

068 pontos, na mínima do dia até o momento.

A forte perda do Ibovespa reflete o tombo de mais de 8% das bolsas européias esta manhã, que por sua vez reflete mais uma queda histórica da Bolsa de Tóquio, de 9,62%, e a perda de 7,33% do índice Dow Jones ontem, sua terceira pior queda da história, atingindo o menor nível desde 2003. No Japão, os investidores se assustaram também com o pedido de concordata da Yamato Life Insurance, a primeira seguradora japonesa a cair devido à crise das hipotecas de segunda linha (subprime).

Analistas estão em estado de choque com o rumo que o mercado vem tomando. "É impossível precificar qualquer ativo com o mercado desse jeito", disse uma fonte. A evolução da Bovespa depende de como as Bolsas americanas vão abrir hoje. Dadas às condições atuais de mercado, analistas dizem que uma queda do índice Dow Jones ao redor de 2% já "seria bom". Nas mesas, já se fala na possibilidade de o Ibovespa cair para os 32 mil pontos.

Devido a piora crescente do ambiente externo, numa medida interpretada pelo analistas como "preventiva", o Conselho Monetário Nacional (CMN) concedeu poderes especiais ontem ao Banco Central para interferir nos negócios de bancos que quiserem vender as carteiras de crédito ao governo. O BC poderá proibir novas linhas de negócios, obrigar o banco a vender ativos, sustar a distribuição de dividendos e vetar a concessão de aumentos salariais para os administradores dos bancos. As normas também deixam claro que não serão aceitos créditos "podres" dos bancos. Fontes disseram que trata-se de uma medida preventiva de segurança boa e mostra que o BC está atento aos acontecimentos.

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