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Ibovespa abre em baixa, de olho nas ações da Vale

O desempenho negativo das bolsas no exterior, a queda das matérias-primas (commodities) no mercado internacional e o anúncio da Vale sobre redução na produção de minério de ferro, níquel e alumínio, entre outros produtos, delineiam um dia de realização de lucros na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), após três pregões de valorização expressiva, que trouxeram o índice Bovespa de volta ao nível dos 37 mil pontos. Por volta das 11h15 (de Brasília), o Ibovespa caía 3,82%, a 36.

Agência Estado |

018 pontos, na mínima do dia até o momento. No mesmo horário, as principais bolsas européias registravam perdas de cerca de 1% e os índices futuros das Bolsas de Nova York operavam em queda.

A agenda carregada de indicadores econômicos nos Estados Unidos também contribui para arrefecer os ânimos dos investidores no último pregão de outubro. Os números, de maneira geral, vieram dentro das previsões dos analistas. Agora, faltam sair o índice de atividade industrial de Chicago, às 11h45 (de Brasília), e o de sentimento do consumidor, medido pela Universidade de Michigan, às 11h55. Além disso, o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), Ben Bernanke, fala às 16h sobre hipotecas.

A retração dos mercados hoje reflete a decepção dos investidores com a decisão do Banco do Japão (BoJ, o banco central japonês) de reduzir a taxa básica de juros do país de 0,50% para 0,30% ao ano, quando o esperado era um corte mais agressivo, para 0,25% ao ano. O índice Nikkei fechou em baixa de 5% e a Bolsa de Hong Kong recuou 2,5%.

O que está exercendo hoje maior pressão na Bovespa, segundo analistas, são as notícias vindas do setor de commodities. O petróleo volta a operar em baixa e os metais também, com os investidores focados, de novo, na desaceleração do crescimento econômico global e no efeito que isso terá nos lucros de empresas e no consumo de produtos básicos.

Diante do cenário de desaceleração do crescimento global, a mineradora brasileira Vale anunciou hoje pela manhã que vai reduzir a produção de minério de ferro, níquel e alumínio, entre outros produtos. A produção de minério de ferro da companhia será reduzida em 30 milhões de toneladas métricas anuais. Segundo a mineradora, já existe "significativa acumulação de estoques" de alguns metais e o corte de minério representa 9,2% da produção prevista para este ano.

A Vale informou ainda que irá paralisar a partir de amanhã, as atividades de algumas minas localizadas nos Sistema Sul e Sudeste, no Estado de Minas Gerais. "Estas unidades apresentam maior custo e produzem minérios de qualidade inferior relativamente aos demais produzidos pela Vale", informou a mineradora. Os empregados dessas unidades entrarão em férias coletivas.

Também esta manhã, o UBS reduziu suas previsões para os preços das commodities em 2009 em 37% em média, em linha com o corte das estimativas para o crescimento global para 1,3%, ante a projeção anterior de 2,2%. Segundo as projeções, o petróleo deverá ser comercializado numa média de US$ 60 o barril em 2009, e o preço do minério de ferro enfrentará um declínio de 40%.

No horário citado acima, as ações preferenciais classe A (PNA) da Vale caíam 4,80% e os papéis ordinários (ON) recuavam 5%.

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