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Ibovespa abre em baixa com PIB mais fraco nos EUA

O Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano pior do que o esperado arrastou para o vermelho o mercado brasileiro de ações. O índice Bovespa abriu em baixa e cedia 0,49% a 59.

Agência Estado |

701 pontos, às 10h30, após dois pregões seguidos de recuperação. Os investidores estão reagindo mal ao crescimento de 1,9% do PIB dos EUA no segundo trimestre em relação ao mesmo trimestre do ano passado. Analistas esperam vigor maior da economia americana, prevendo expansão de 2,3% no período. Outro dado que está pesando é o aumento inesperado dos pedidos de auxílio-desemprego nos EUA na última semana. Os pedidos cresceram 44 mil (economistas projetavam queda de 8 mil), atingindo 448 mil, o maior nível desde abril de 2003.

Com isso, a Bovespa deve abandonar, pelo menos nas primeiras horas da manhã, o sinal de recuperação. Ontem, o mercado doméstico teve uma recuperação surpreendente, ao fechar em alta de 3,37%, com o Ibovespa quase nos 60 mil pontos. Foi a maior valorização desde 5 de junho, quando o índice subiu 3,69%. Na terça-feira, a Bolsa já havia conseguido subir 2,06%, interrompendo uma seqüência de cinco pregões de baixas.

O comportamento da Bolsa esta manhã mostra que no curto prazo o cenário ainda é incerto e bem volátil devido aos sinais de desaceleração da economia mundial e às dúvidas em relação aos preços das commodities. Os negócios ainda podem ser influenciados hoje por mais dois indicadores que serão divulgados nos EUA, o índice de gerentes de compra de Chicago sobre a atividade industrial e o índice de atividade industrial regional do Federal Reserve de Kansas.

No cenário interno, o Banco Central foi incisivo ao afirmar na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que sua estratégia de elevação dos juros básicos (taxa Selic) "visa trazer a inflação de volta à meta central de 4,5% estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), tempestivamente, isto é, já em 2009". Na reunião do Copom da semana passada, a taxa Selic foi elevada em 0,75 ponto porcentual, para 13% ao ano.

Do lado corporativo, as atenções devem recair sobre Embraer e Oi, que divulgam após o fechamento os resultados do segundo trimestre. No setor aéreo, as ações da Gol devem reagir à reestruturação societária que a empresa pretende promover. A companhia, que desde a compra da Varig acumula resultados ruins e desempenho negativo na Bolsa, informou ontem que pediu autorização à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para a reestruturação de suas subsidiárias.

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