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Ibovespa abre em baixa, com petróleo e metais

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu em baixa hoje e já recuava quase 1% nos primeiros minutos dos negócios, pressionada pela queda generalizada dos metais e do petróleo no mercado internacional. Por volta das 10h20 (de Brasília), o Índice Bovespa cedia 0,97%, a 56.

Agência Estado |

462 pontos, após cair 1,01%, a 56.442 pontos, na mínima do dia até o momento.

A valorização do dólar, em meio a persistentes preocupações com a saúde econômica global, pesa sobre as matérias-primas (commodities). No mesmo horário, o contrato futuro do petróleo tipo WTI com vencimento em setembro recuava 2% a US$ 117,63 o barril, na sessão eletrônica da Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês).

Essa queda no preço do petróleo deve ter efeito negativo nas ações da Petrobras, podendo fazer sombra à descoberta de uma nova jazida de óleo leve na área do pré-sal da Bacia de Santos, anunciada ontem à noite, após o fechamento do mercado. A descoberta do poço, conhecido como Iara, embora seja uma boa notícia, já era esperada pelos analistas que acompanham a empresa e há ainda o fato de não ter sido divulgado o tamanho do poço. "A Petrobras está seguindo a idéia de furar rapidamente os blocos que têm um prazo de devolução para a ANP (Agência Nacional do Petróleo) vencendo em breve. Está marcando território, sem se preocupar em aprofundar o conhecimento da área", disse a analista Paula Kovarsky, do Itaú.

Já as ações da Vale, que divulgou o balanço do segundo trimestre deste ano na quarta-feira à noite, fica mais exposta aos metais. Às 10h15 (de Brasília), as ações ordinárias (ON) e preferenciais (PN) da estatal petrolífera subiam 0,29% e 0,06%, respectivamente. Já os papéis PN classe A (PNA) da mineradora cediam 2,04%, no mesmo horário.

Exterior

O comportamento do mercado de moedas também merece atenção. O euro segue despencando ante o dólar, dando seqüência ao ajuste mais forte a partir do discurso do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, que ontem reconheceu o enfraquecimento da atividade na zona do euro (15 países europeus que compartilham a moeda). Ao ganhar terreno, o dólar acaba também abrindo espaço para novas quedas do petróleo. Na Europa, os investidores ampliam o sinal de apreensão com o temor de recessão na região, com os dados do Produto Interno Bruto (PIB) da Itália contribuindo para acentuar essa apreensão, derrubando o euro e pesando nas bolsas.

Às 10h17 (de Brasília), a Bolsa de Londres recuava 1,1% e a de Frankfurt cedia 1,34%. Nos Estados Unidos, no mesmo horário, o índice futuro do Nasdaq 100 tinha leve baixa de 0,03% e o S&P 500 caía 0,3%.

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