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A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu o pregão de hoje em baixa, replicando o movimento das bolsas no exterior e o recuo nos preços das matérias-primas (commodities). Às 10h11 (de Brasília), o índice Bovespa caía 0,9%, a 51.

075, após recuar 1,21%, a 50.919 pontos, na pontuação mínima do dia até este horário.

A perda do mercado local é maior do que a verificada em Nova York e na Europa, por causa da realização de lucros que atinge o mercado de commodities esta manhã. No horário citado acima, o índice futuro do Nasdaq 100 subia 0,81%, enquanto o futuro do S&P 500 tinha leve baixa de 0,04%. Na Europa, a Bolsa de Londres cedia 1,97%. No mercado de petróleo, o contrato futuro do WTI com vencimento em novembro recuava 1,41% a US$ 107,86 o barril, na sessão eletrônica da Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês).

Os investidores continuam em busca de detalhes sobre o programa dos Estados Unidos de resgate das instituições financeiras, calculado inicialmente em US$ 700 bilhões, e atentos aos seus desdobramentos sobre o mercado de moedas e petróleo. Foi isso que norteou os negócios ontem mundo afora.

Hoje, a expectativa se concentra nos discursos que o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), Ben Bernanke, e o secretário do Tesouro americano, Henry Paulson, farão ao Comitê de Bancos do Senado, a partir das 10h30 (de Brasília). No discurso preparado ao Senado e divulgado esta manhã, tanto Bernanke como Paulson pediram urgência na aprovação do plano de resgate para estabilizar os mercados. Paulson pediu que os parlamentares não atrasem o debate com inclusão de cláusula desnecessárias.

Segundo a corretora Ágora, em relatório, o Congresso americano e o poder de decisão do Tesouro serão o divisor de a águas decisivos para uma recuperação, ainda que momentânea, das bolsas internacionais.