A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) iniciou a semana em alta, porém, a tensão no mercado financeiro continua.

Às 10h09 (de Brasília), o índice Bovespa subia 1,14%, a 60.040 pontos, na máxima do dia até o momento.

Esta semana promete ser mais uma que irá testar os nervos dos investidores, e na qual a volatilidade deve dar o tom dos negócios. Hoje, o dia parece mais calmo, pelo o que indica as bolsas na Europa e os índices futuros em Nova York, que operam em alta. No entanto, isso não significa mudança de tendência nem ausência de oscilação nos mercados.

As matérias-primas (commodities) em queda podem contribuir para um dia mais tranqüilo, mas um recuo acentuado do petróleo pode puxar para baixo as ações da Petrobras e levar o Ibovespa a se descolar de Nova York, já que os papéis da estatal têm peso significativo no índice. Às 10h01 (de Brasília), o contrato futuro do petróleo tipo WTI com vencimento em agosto caía 1,47%, a US$ 143,15 o barril, na sessão eletrônica da Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês).

Agenda

Embora o noticiário seja mais tranqüilo hoje, as atenções dos mercados internacionais estarão voltadas para o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), Ben Bernanke, que fala duas vezes esta semana (na terça e na quinta), e o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, outras duas (quarta e quinta).

Além disso, também tem a reunião do G-8 (grupo dos sete países mais industrializados do mundo e a Rússia) e do G-5 (cinco nações emergentes: Brasil, Índia, África do Sul, México e China)no Japão, onde discutirão o desequilíbrio nos preços da energia e dos alimentos.

No cenário doméstico, serão divulgados três índices de inflação, entre eles, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Para um operador, a inflação já está precificada. "A inflação só deve mexer no mercado se os números vierem muito acima do estimado; fora isso, já está no preço", diz. A Pesquisa Focus, divulgada hoje pelo Banco Central (BC), mostrou que as expectativas de inflação medidas pelo IPCA este ano e em 2009 subiram, para 6,4% e 4,91%, respectivamente.

Balanços

Assim como aqui, lá fora também começa a temporada de balanços financeiros referentes ao segundo trimestre deste ano. No campo doméstico, a empresa de papel e celulose Aracruz deu o pontapé inicial hoje, informando lucro líquido de R$ 262,1 milhões no segundo trimestre de 2008, o que representa uma queda de 17,71% em relação ao lucro de R$ 318,5 milhões registrados no mesmo trimestre do ano passado.

A partir de amanhã, nos EUA, serão conhecidos os números da produtora de alumínio Alcoa, do conglomerado industrial General Electric (GE) e da petrolífera Chevron. Os analistas acreditam que, nesta temporada, as companhias tragam números piores do que no ano passado.

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