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Ibovespa abre em alta, mas tendência é de queda; dólar cai

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu o pregão de hoje em alta, sinalizando uma trégua nos negócios, após as perdas de mais de 10% no mês passado. A ausência de notícias relevantes no campo corporativo abre espaço para o mercado brasileiro iniciar o dia no campo positivo.

Redação com Agência Estado |

 

"Sem notícias corporativas ruins, pode haver uma melhora. O mercado está muito reprimido no curto prazo. Há espaço para repique, mas nada de retomada de tendência de alta", avalia o economista-chefe da Ágora Corretora, Álvaro Bandeira. Às 10h10 (de Brasília), o índice Bovespa subia 0,54%, a 63.739 pontos. Na máxima, o Ibovespa subiu 0,70% a 63.841 pontos.

Ontem, o dia foi marcado pela volatilidade e pelo mau humor nos mercados. O petróleo fechou em nova marca histórica, a US$ 140,97 o barril, em Nova York, e os preços dos metais subiram, realimentando as preocupações dos investidores com a escalada da inflação e seu impacto sobre a economia global.

Porém, o sentimento também é mais otimista na manhã de hoje. Lá fora, os índices futuros das Bolsas de Nova York operam em alta, com investidores reagindo positivamente às notícias da rede de cafeteria Starbucks sobre reestruturação e a de que a gigante do setor de informática Microsoft novamente busca uma forma de comprar o site Yahoo!. Às 10h10 (de Brasília), o futuro do Nasdaq-100 subia 0,63% e o futuro do S&P 500 avançava 0,24%. Na Europa, as bolsas se dividem entre ganhos e perdas: Londres sobe 0,61%, enquanto Paris recua 0,65%.

O petróleo, que ontem contribuiu fortemente para a queda das bolsas, hoje se mostra mais tranqüilo. Os contratos futuros de petróleo ainda seguem em alta, mas em um ritmo mais comedido, com os investidores no aguardo dos dados de estoques semanais da matéria-prima (commodity) e derivados nos Estados Unidos, que será divulgado às 11h35 (de Brasília).

O mercado também já está em compasso de espera pela decisão do Banco Central Europeu (BCE) sobre a taxa básica de juros na zona do euro (15 países europeus que compartilham a moeda), a ser anunciada amanhã. Atualmente, o juro na região está em 4% ao ano.

Dólar

O dólar à vista abriu em baixa de 0,37% hoje, cotado a R$ 1,598 na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). Por volta das 10h45, a moeda caía 0,50%, a R$ 1,596. Ontem, a moeda norte-americana fechou em alta de 0,44%, a R$ 1,604.

O mercado internacional esboça uma manhã de alívio hoje, depois de vários dias de perdas nos diversos ativos. Porém, o petróleo não dá trégua e opera em alta sobre o fechamento de ontem, cotado acima de US$ 140 o barril, o que não permite apostas em grandes e duradouras melhoras. O sentimento de aversão ao risco e a volatilidade certamente continuarão à espreita, pelo menos até que saiam novos dados da economia dos Estados Unidos.

No mercado doméstico de câmbio, ganham corpo as avaliações de que o espaço para as valorizações constantes e fortes do real esgotou-se. Os analistas não falam em reversão da tendência de queda, mas acreditam que, embora permeada por picos de alta e de baixa, a marca de R$ 1,60 deve ser forte nos próximos meses. E tende a ser superada no próximo ano. 

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