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Ibovespa abre em alta, mas cai após decepção com Vale

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu em alta hoje, acompanhando o sinal positivo dos principais mercados internacionais, mas não resistiu à decepção dos investidores com o resultado da operação de oferta de ações da mineradora Vale, que captou menos que o esperado. Por volta das 10h25 (de Brasília), o índice Bovespa recuava 0,54%, a 61.

Agência Estado |

722 pontos, na mínima, após subir 0,89%, a 62.606 pontos, na máxima do dia até o momento.

Os papéis da Vale abriram o dia em forte queda, superior a 3%, o que afeta o desempenho do Ibovespa, devido ao peso que as ações da mineradora tem na composição do índice. Às 10h25, as ações ordinárias (ON) da Vale caíam 3,25% e os papéis preferenciais classe A (PNA) recuavam 3,90%. "O preço da subscrição (R$ 39,90 e R$ 42,28) ficou abaixo do valor do papel negociado ontem no mercado à vista (R$ 42,60) e nas negociações eletrônicas (after market, a R$ 42,20). Isso já sinalizava queda para os papéis e como Vale tem peso importante, a Bolsa pode se descolar de Nova York”, disse um operador. No mesmo horário, o índice futuro do Nasdaq-100 subia 0,88% e o futuro do S&P 500 avançava 0,77%. Na Europa, a Bolsa de Londres tinha alta de 2,98%.

No fechamento do livro de ofertas da Vale ontem, mesmo depois de os coordenadores fazerem uma força-tarefa para aumentar as ofertas lançadas no período de reserva. A operação, considerando o exercício integral do lote suplementar, somou R$ 19,434 bilhões. Porém, a Vale levantou cerca de US$ 11,45 bilhões em capital com a oferta global de ações, após as despesas da operação, com subscrição e comissões, abaixo do valor teto pretendido de US$ 15 bilhões.

No cenário externo, os balanços melhores do que se imaginava de algumas instituições financeiras internacionais animaram o mercado. Hoje, até agora, foi divulgado o balanço do banco JPMorgan, mas ainda serão conhecidos os resultados do banco de investimento Merrill Lynch e do Bank of NY Mellon. Fora do setor financeiro, os destaques são Microsoft, IBM e Google.

O JPMorgan, terceiro maior banco dos EUA em ativos e o maior em valor de mercado, anunciou queda de 53% no lucro líquido no segundo trimestre deste ano, para US$ 2 bilhões (US$ 0,54 por ação), em comparação com US$ 4,23 bilhões (US$ 1,20 por ação) no mesmo período do ano passado. Segundo analistas, assim como o Wells Fargo, o JPMorgan mostra sinais de crescimento em detrimento dos concorrentes. A preocupação, segundo o economista-chefe da corretora Gradual, Pedro Paulo Silveira, é com o resultado do Merrill Lynch. "O mercado já espera um resultado ruim”, disse. O Merrill Lynch já registrou vários bilhões de dólares em baixas contábeis desde o início da crise de crédito e deve anunciar seu quarto prejuízo trimestral consecutivo hoje, com mais US$ 6 bilhões em baixas no segundo trimestre deste ano, segundo a estimativa de analistas.

Aqui no Brasil, a empresa do setor de papel e celulose VCP informou que o lucro líquido no segundo trimestre deste ano foi de R$ 135 milhões, o que representa uma queda de 35% na comparação anual. Às 10h33, as ações preferenciais (PN) da empresa caíam 1,23%.

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