O pregão da Bolsa de Valores de São Paulo começa a quinta-feira espelhando o otimismo registrado no mercado internacional neste primeiro dia do segundo trimestre do ano. Dados favoráveis de atividade na China e na zona do euro e commodities ditam o bom humor no dia.

O pregão da Bolsa de Valores de São Paulo começa a quinta-feira espelhando o otimismo registrado no mercado internacional neste primeiro dia do segundo trimestre do ano. Dados favoráveis de atividade na China e na zona do euro e commodities ditam o bom humor no dia. O índice Bovespa superou os 71 mil pontos logo nos primeiros minutos. Às 10h18, o Ibovespa subia 0,99% a 71.069 pontos.<p><p>As ações da Vale e da Petrobras sobem ao redor de 1%, refletindo o desempenho recente dos papéis de mineradoras australianas e o preço do petróleo. Na avaliação de Danny Rappaport, sócio da Investport, o setor financeiro também "pode continuar tendo boa performance". Para o analista, a cautela eventual com a divulgação dos dados do nível de emprego ("payroll") nos Estados Unidos, amanhã, não vai abrandar o otimismo.<p><p>George Sanders, gestor de renda variável da Infinity Asset, concorda que a Bolsa começa com perspectiva melhor para a abertura estimulada por um tom de otimismo derivado do mercado internacional. A Bolsa busca os 71 mil agora no início das atividades, mas, ao longo do dia, no entanto, é difícil assegurar se irá manter a faixa dos 70 mil pontos até o final dos negócios.<p><p>Além dos bons indicadores industriais divulgados na China e na zona do euro, o mercado também é beneficiado na abertura pela queda acima do esperado dos pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA. O número de solicitações caiu 6 mil, para 439 mil, quando a expectativa era retração de 2 mil.<p><p>Embora os mercados financeiros não abram nesta Sexta-Feira Santa, dia 2, o Departamento de Trabalho dos Estados Unidos divulgará a taxa de desemprego e o payroll referente ao mês de março. Ontem, os dados da ADP desapontaram, uma vez que a expectativa era de criação de vagas no setor privado norte-americano e, em oposição à expectativa, a divulgação mostrou cortes de 23 mil postos de trabalho em março.
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