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Ibovespa abre em alta e já sobe mais de 5%

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) começou a sessão de hoje com uma série de boas notícias externas e internas, prometendo mais um dia de recuperação, após os ganhos de 14,66% do índice Bovespa ontem, na maior alta desde janeiro de 1999. A expectativa de analistas é de que o Ibovespa mude de patamar, trabalhando entre os 40 mil e 50 mil pontos, isso se o clima externo não voltar a piorar.

Agência Estado |

Às 10h20 (de Brasília), o Ibovespa subia 5,38%, a 43.026 pontos, na máxima do dia até o momento.

As bolsas internacionais ainda repercutem positivamente os efeitos das recentes medidas globais, que incluem resgates de bancos e descongelamento do crédito, para debelar a crise financeira. A Bolsa de Tóquio, que esteve fechada ontem por causa de feriado no país, reabriu com uma alta histórica, de 14,15%, se ajustando a Wall Street ontem, onde os mercados subiram mais de 10%. Na Europa, as bolsas sobem mais de 6%, estendendo os ganhos da véspera, influenciando as compras nos mercados futuros dos Estados Unidos.

As medidas alimentam a recuperação, porém os especialistas ainda não estão convencidos de que esse movimento veio para ficar. E mesmo que essa melhora se mantenha não será capaz de afastar o problema da desaceleração da economia mundial e a possibilidade de recessão em algumas economias.

Ações

Mesmo assim, a continuidade do processo de recuperação das bolsas no exterior estimula as compras de matérias-primas (commodities), o que deve dar um impulso adicional à Bovespa. No horário citado acima, o contrato futuro do petróleo tipo WTI com vencimento em novembro subia 2,03%, a US$ 82,83 o barril, na sessão eletrônica da Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês). No mesmo horário, as ações preferenciais (PN) e ordinárias (ON) da Petrobras avançavam 5,65% e 5,36%, respectivamente.

Aqui, além da melhora das commodities metálicas, os analistas amanheceram com a notícia de que a Vale propôs um programa de recompra de ações ON e PN classe A. O plano, que ainda será submetido à aprovação do Conselho de Administração na quinta-feira (dia 16), tem como objetivo "a utilização do caixa, tendo em vista os múltiplos de mercado observados nas últimas semanas, maximizando valor para os acionistas".

Outra boa notícia, segundo analistas, que deve continuar puxando a recuperação do setor bancário, são as primeiras compras de carteiras de crédito dos bancos médios e pequenos pelo Bradesco e Unibanco como resultado das medidas sobre liberação de compulsórios anunciadas pelo BC. Os detalhes, como nome da instituições, rentabilidade e valor da carteira, não foram divulgados. No caso do Bradesco, foram compradas carteiras de duas instituições, sendo um portfólio referente a financiamento de veículos e outro de empréstimo consignado. O Unibanco também comprou carteiras de dois bancos, mas só de crédito consignado.

"Para os grandes bancos está sendo um bom negócio, porque estão comprando clientes barato", disse uma referindo-se à compra de carteiras. Os bancos também agora têm mais dinheiro disponível para crédito, o que é positivo para o setor. O BC brasileiro anunciou ontem um programa de liberação integral de compulsórios de até R$ 100 bilhões. Ontem, os ações dos bancos dispararam mais de 20%.

O mercado também deve reagir bem à decisão de ontem à noite da BM&FBovespa de flexibilizar o free float para níveis de governança visando facilitar a recompra de ações neste momento. Agora, empresas que tiverem free float inferior a 25% ou que perderiam o limite caso abrissem uma recompra, poderão solicitar à Bolsa que abra uma exceção. A medida permitirá que 20 companhias desenquadradas, como Banco do Brasil e a construtora JHSF, possam realizar esse tipo de operação A medida vale apenas para as empresas listadas nos níveis diferenciados de governança corporativa - níveis 1 e 2 e Novo Mercado.

Ainda às 10h15, as ações PNA da Vale subiam 7,61%, respectivamente; os papéis PN do Bradesco e do Itaú ganhavam 6,15% e 6,06%, respectivamente, enquanto os units do Unibanco ainda estavam em leilão; as ações ON da BM&FBovespa avançavam 5,66%.

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