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IBGE:emprego industrial reage, mas continua no patamar de jan de 2007

Os dados do emprego industrial de fevereiro mostram que o mercado de trabalho do setor começa a reagir com mais força ao "maior dinamismo na produção", segundo afirmou o economista da coordenação de indústria do IBGE, André Macedo. Ele lembra, porém, que os impactos da crise sobre a ocupação industrial foram tão intensos que, mesmo com os atuais resultados positivos, o patamar do emprego no setor ainda remonta a janeiro de 2007.

AE |

Os dados do emprego industrial de fevereiro mostram que o mercado de trabalho do setor começa a reagir com mais força ao "maior dinamismo na produção", segundo afirmou o economista da coordenação de indústria do IBGE, André Macedo. Ele lembra, porém, que os impactos da crise sobre a ocupação industrial foram tão intensos que, mesmo com os atuais resultados positivos, o patamar do emprego no setor ainda remonta a janeiro de 2007. No caso da indústria, o patamar de produção de fevereiro já era similar ao de maio de 2008 e já se aproximava do recorde pré-crise de setembro daquele ano. Apesar dos estragos provocados pela crise, o mercado de trabalho do setor começa a acelerar o processo de recuperação, na avaliação de Macedo. "Há de fato um cenário favorável para o emprego no setor industrial", disse ele, para quem o bom resultado no número de horas pagas mostra que o setor busca adequar a mão de obra à elevação do uso da capacidade instalada. As horas pagas tiveram um aumento de 1,5% em fevereiro ante janeiro, no melhor resultado ante mês anterior desde o início dos efeitos da crise sobre a indústria. Ante fevereiro de 2009, as horas pagas aumentaram 1,6%, no primeiro resultado positivo ante igual mês de ano anterior registrado desde outubro de 2008. O emprego industrial também registrou em fevereiro a primeira expansão (0,7%) ante igual mês de ano anterior desde novembro de 2008. Segundo Macedo, os crescimentos apurados nas horas pagas e na ocupação nesse confronto refletem uma base de comparação muito deprimida de igual período do ano passado, "mas também os efeitos positivos de um maior ritmo da atividade produtiva". No que diz respeito ao aumento de 2,7% na folha de pagamento real da indústria em fevereiro ante janeiro, Macedo explicou que reflete uma forte alta na folha da indústria extrativa no período (76,7%) por causa de pagamentos de participação nos lucros do setor. Na indústria de transformação, a folha aumentou 0,2% ante o mês anterior. Ante fevereiro de 2009, a folha teve aumento de 2,8%.
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