Apesar de 63% do rendimento da família brasileira virem do trabalho, cresce participação de aposentadoria e Bolsa Família na renda

A participação dos programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, no rendimento das famílias brasileiras aumentou significativamente no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Se em 2003 esses programas respondiam por 15% do rendimento familiar mensal total, em 2009 chegaram a 18,5%. No Nordeste, o peso desses programas de transferência de renda subiu de 18,4% em 2003 para 22,5% em 2009.

Segundo a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2008-2009, divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o rendimento médio mensal familiar no Brasil era de R$ 2.641,63 em 2009, sendo que o rendimento do trabalho foi responsável por 61% desse total. A segunda maior participação no rendimento em 2009 foi a das transferências de renda (18,5%), com destaque para as aposentadorias e pensões governamentais que, em 2008/09, representaram mais de 80% das transferências, sendo 55% provenientes do INSS. Já os programas sociais federais, como o Bolsa Família, representaram 3% das transferências.

De acordo com a pesquisa do IBGE, nas famílias com renda de até R$ 830,00, a maior parte dos rendimentos (46,3%) foi proveniente do trabalho, sendo que as transferências vinham em segundo lugar (26,7%) para essa faixa de renda, sobretudo de aposentadorias e pensões.

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