Os preços dos produtos não alimentícios mostraram desaceleração no Índice de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15), passando de um aumento de 0,50% em junho para 0,29% em julho, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Uma das maiores contribuições para essa perda de ritmo foi dada pelo item energia elétrica, que mostrou recuo de 0,35% no mês, mesmo com o reajuste de 8,63% em vigor desde 4 de julho nas tarifas da região metropolitana de São Paulo.

Segundo os técnicos do IBGE no documento de divulgação do índice, a queda na energia elétrica ocorreu porque, em contraposição ao reajuste, houve baixa de 3,33% na contribuição para o PIS/Pasep e Confins em São Paulo, que se refletiu também na maioria das áreas pesquisadas. Outro destaque de queda nos preços dos produtos não alimentícios ficou com o item gás de botijão (GLP - gás liquefeito de petróleo), cuja variação, que havia sido de 1,49% em junho, passou para apenas 0,08% em julho.

O reajuste de preços do grupo de alimentos e bebidas perdeu força no IPCA-15 de julho, com alta de 1,75%. Em junho a elevação havia sido de 2,30%. O IPCA-15 integral de julho registrou inflação de 0,63%. O índice é lido como uma prévia do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que será divulgado no dia 8 de agosto. A diferença entre os dois indicadores é o período de coleta de preços. O IPCA-15 é apurado com base na variação dos preços entre a segunda quinzena do mês anterior e a primeira quinzena do mês corrente. Já o IPCA é resultado da variação de preços ao longo do mês inteiro.

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