Rio, 8 - A produção de grãos em 2009 deverá somar 137,3 milhões de toneladas, com recuo de 5,9% ante a safra anterior (145,8 milhões de toneladas), segundo a terceira projeção para a produção deste ano divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A estimativa, relativa a dezembro, é inferior à divulgada em novembro, que previa uma safra de 140,2 milhões de toneladas.

A área a ser colhida na safra 2009 será de 47,6 milhões de hectares, 0,8% maior do que a safra anterior.

Arroz - A produção esperada de arroz na safra 2009 é de 12,2 milhões de toneladas, superior em 0,5% à obtida em 2008, segundo o levantamento do IBGE. Este ganho do arroz se deve, especialmente, ao Rio Grande do Sul, principal produtor, que mostra um incremento de 2,7% na produção esperada e 2,6% na área. O Mato Grosso, principal Estado produtor de arroz no Centro-Oeste, apresenta um incremento na área de 1,4%.

"Tal fato é decorrente das atuais boas cotações do produto e oportunidades de exportação recentemente verificadas. Além disso, o arroz tem custo de produção inferior ao da soja, conta com variedades produtivas adaptadas ao cultivo de sequeiro e as condições meteorológicas se apresentam favoráveis", diz o documento de divulgação da pesquisa.

Em Santa Catarina, houve perdas de 1,7% no arroz, com as chuvas excessivas (com enchentes, alagamentos e desmoronamentos) nas microrregiões de Joinville, Blumenau, Itajaí e Jaraguá do Sul.

Algodão - O terceiro prognóstico da produção de algodão em caroço do IBGE para 2009 é de 3,4 milhões de toneladas, ante 4,0 milhões de toneladas obtidas em 2008 (-15,1%). "Conforme observado em relatórios anteriores, a redução na produção ocorreu, principalmente, pela diminuição da área plantada, em face dos altos custos de produção, dificuldades de financiamentos e das baixas cotações da pluma", explicam os técnicos do instituto.

Todas as Unidades da Federação registram declínio no cultivo do algodão, sendo que Mato Grosso, principal produtor (48,9% da produção nacional), reduziu em 20,9% a área a ser colhida e em 20,4% a produção esperada em relação ao ano passado.

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