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IBGE: milho e soja deverão ter produção menor em 2009

Rio, 6 - Os dois principais produtos da safra brasileira, a soja e o milho, terão queda na produção em 2009 ante a safra 2008, segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou hoje o primeiro prognóstico para a produção agrícola de 2009. Para o milho 1ª safra, espera-se uma produção de 37,6 milhões de toneladas, inferior em 6,0% à observada em 2008, devido à retração na área total plantada (-1,8%) como também, da menor expectativa de rendimento (-6,4%).

Agência Estado |

"Contribuíram para esse quadro os elevados custos de produção e a baixa cotação que o produto vem apresentado em face dos volumes existentes estocados decorrentes da não concretização das exportações previstas", diz o documento de divulgação da pesquisa.

No que diz respeito à soja, o prognóstico inicial para 2009 é de 59,8 milhões de toneladas e, segundo os técnicos, "indica inexpressiva variação negativa de 0,2% em comparação ao volume obtido em 2008". A área a ser colhida mostra um acréscimo de 0,6%, enquanto o rendimento esperado apresenta um decréscimo de 0,8%, sendo respectivamente, 21,4 milhões de hectares e 2.794 kg/ha.

Arroz - A produção do arroz esperada em 2009 é de 12,3 milhões de toneladas, superior em 1,9% àquela obtida em 2008, segundo IBGE. De acordo com os técnicos do instituto, este acréscimo se deve, notadamente ao Rio Grande do Sul, principal produtor, que mostra um incremento de 3,0% na produção esperada e 1,6% na área.

"Destaca-se, ainda, que o Mato Grosso, principal Estado produtor deste cereal no Centro-Oeste, informa uma retração na área cultivada (2,8%), como resultado da preferência dos produtores pelo plantio da soja, que tem maior liquidez, bem como pela redução do desmatamento e a maior fiscalização por parte dos órgãos ambientais", diz o documento.

Feijão 1ª safra - No caso do feijão 1ª safra, o primeiro prognóstico do IBGE aponta para a produção esperada de 1,9 milhão de toneladas, superando em 17,5% a produção alcançada em 2008, quando foi colhido um volume de 1,6 milhão de toneladas. "Esse fato reflete a expansão de 13,0% da área a ser colhida frente à do ano passado, quando a cultura sofreu prejuízos devido a problemas climáticos e aos preços, que por ocasião da implantação da safra, não estavam em patamares elevados como se encontram atualmente no mercado", explicam os técnicos no documento.

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