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Campanha publicitária da pesquisa começa no dia primeiro de agosto, juntamente com o trabalho dos recenseadores

Para lançar o Censo de 2010, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) está investindo R$ 30 milhões em campanha publicitária que começa no dia primeiro de agosto – juntamente com o início da pesquisa em campo. Trata-se de uma pequena parte do orçamento de R$ 1,6 bilhão necessário para contar a população e tirar a fotografia mais completa que o País já registrou em toda sua história.

Cerca de 67% do investimento do IBGE no Censo de 2010 – R$ 1,07 bilhão – será destinado ao pagamento de mão-de-obra. Para a contratação de recenseadores, o IBGE vai desembolsar R$ 404 milhões. Cifra “um pouco maior”, conforme cita a coordenadora Maria Vilma Salles, será destinada aos 30 mil supervisores contratados desde fevereiro para mapear e construir a base de dados necessária à pesquisa. Outros R$ 100 milhões estão sendo gastos com treinamento de pessoal.

O treinamento dos 209,8 mil candidatos a recenseadores começa hoje e será concluído no sábado com a realização da prova que definirá a seleção dos profissionais responsáveis por visitar os 58 milhões de domicílios brasileiros. Serão escolhidos 191,9 mil recenseadores cuja maioria (58%) será composta de mulheres. O trabalho de campo termina em outubro e a contagem da população deverá ser anunciada no final deste ano, segundo a diretora de pesquisas do IBGE, Wasmalia Bivar. Em maio de 2011, o Brasil deve conhecer as primeiras conclusões do Censo 2010.

Modelo será usado por recenseadores na coleta de dados do Censo
Divulgação
Modelo será usado por recenseadores na coleta de dados do Censo

Para identificar um recenseador do IBGE, basta ficar atento aos seguintes detalhes: eles usarão colete azul e boné, terão crachá de identificação com foto, nome e número de matrícula, além de boné e bolsa com nomes do instituto. Também foi criado um serviço 0800 para receber ligações de habitantes desconfiados, que poderão ligar para saber se aquela pessoa que se apresenta como recenseador é realmente um deles. O número do 0800 também será destacado na camisa do profissional.

Outra característica do recenseador é o uso de computadores de mão. Toda a base de dados será digitalizada, o que permitirá à sociedade conhecer microdados de determinada localidade, rua ou bairro. O IBGE desembolsou R$ 150 milhões para comprar equipamentos. Além disso, o instituto desenvolveu softwares para mapeamento dos dados. Gastos com logística, incluindo deslocamento de recenseadores (alguns terão que apelar para aviões, helicoptéros ou cavalos para visitar aldeias indígenas isoladas), chegam a R$ 90 milhões.

Recenseadores locais

Para evitar problemas nas chamadas áreas de risco, conhecidas por elevados índices de criminalidade, o IBGE contratará moradores para trabalhar no Censo 2010. Recenseadores locais estão sendo chamados em mais de 100 localidades, conforme a coordenadora da pesquisa. "Abrimos concurso nesses locais para os próprios moradores e orientamos as pessoas a fazer contato com a associação de moradores. Nós não costumamos ter problema de segurança; estamos cuidando cada vez mais desse aspecto", afirmou Maria Vilma. 

Pela primeira vez, um censo brasileiro irá investigar o tempo de deslocamento entre casa e trabalho, as línguas indígenas faladas no território nacional, a existência de coleta de lixo ou saneamento, o número de união de pessoas do mesmo sexo, a quantidade e disposição geográfica dos beneficiados por programas sociais e onde se localizam os bolsões de emigração no país. Esses são alguns dos temas novos que o Instituto incluiu nos questionários que planeja levar a campo entre 1º de agosto e 31 de outubro, depois de analisar 9 mil sugestões para a pesquisa.


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