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IBGE: inflação ainda não afetou vendas do varejo

A alta da inflação ainda não afetou os resultados do varejo brasileiro, avaliou hoje o técnico da coordenação de serviços e comércio do IBGE, Reinaldo Pereira. Segundo ele, os dados do comércio varejista relativos a maio, que apontam crescimento de 0,6% em maio ante abril e aumento de 10,5% ante igual período de 2007, mostram que a desaceleração dos resultados do setor, que havia sido apurada em abril, resultou de um efeito calendário provocado pelo feriado da Páscoa - que este ano foi em março e, no ano passado, em abril.

Agência Estado |

"As variações em maio foram significativas, o varejo voltou aos níveis do primeiro trimestre (de 2008). Como já tínhamos previsto, o varejo ainda não sofreu repercussão da inflação e do aumento do preço dos alimentos", disse.

Segundo Pereira, os dados do varejo em maio mostram que o aumento da renda e do crédito continuam impulsionando as vendas do setor.

Segmentos

Das dez atividades do varejo pesquisadas pelo IBGE, apenas os grupos de tecidos, vestuário e calçados (-1,0%) e livros, jornais, revistas e papelaria (-0,1%) mostraram queda nas vendas em maio ante abril, segundo a pesquisa mensal de comércio. Na comparação com o mês anterior, o maior aumento em maio foi registrado no grupo de equipamentos para escritório, informática e comunicação (5,1%).

Na comparação com maio do ano passado, todas as dez atividades mostraram expansão nas vendas. As maiores altas foram apuradas em equipamentos para escritório, informática e comunicação (29,9%) e móveis e eletrodomésticos (16,1%).

Já as vendas do segmento de hiper e supermercados, que tinham mostrado forte perda de ritmo em abril, registraram recuperação em maio, segundo o IBGE. O grupo de hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, cujas vendas tinham caído 0,2% em abril ante março, mostrou alta de 1,1% em maio ante abril. Na comparação com igual mês do ano passado, as vendas em maio cresceram 8,4%.

O segmento de hiper e supermercados é o que tem o maior peso (cerca de 30%) nos resultados da pesquisa mensal de comércio do IBGE.

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