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IBGE: indústria volta a mostrar sinais de aceleração

O coordenador de indústria do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Silvio Sales, destacou hoje que a indústria brasileira mostrou resultados amplamente positivos em julho, que confirmam um momento de elevação de ritmo produtivo do setor. Ele ressaltou que o setor já acumula, em junho e julho, uma alta de 3,9% na série com ajuste sazonal, aumento não registrado em dois meses acumulados desde outubro de 2003.

Agência Estado |

Segundo Sales, a indústria vinha com estabilidade até maio e, a partir de junho, voltou a mostrar sinais de aceleração, confirmados em julho.

Bens de capital

A produção de bens de capital (máquinas e equipamentos) aumentou 1,2% em julho ante junho, na série com ajuste sazonal, segundo divulgou hoje o IBGE. Na comparação com julho de 2007, essa categoria elevou a produção em 22,3%, acumulando alta de 18,1% no ano e de 19,9% nos últimos 12 meses.

Bens de consumo

Os bens de consumo registraram queda de produção de 0,3% em julho ante junho, e aumento de 6,1% na comparação com julho de 2007. No ano, alta é de 4,8% e nos últimos 12 meses a elevação é de 5,2%.

Dentro dessa categoria, os bens de consumo duráveis registraram queda de 5,2% na produção em julho ante junho, na série com ajuste sazonal, segundo os dados do IBGE. Essa categoria, que reflete especialmente a fartura de crédito, continuou mostrando bons resultados na comparação com iguais períodos de ano anterior. A produção de bens de consumo duráveis subiu 9,8% na comparação com julho do ano passado e registrou avanço de 13,3% no ano. Nos últimos 12 meses, o avançou foi de 13,3%.

Para Sales, a queda de 5,2% na produção de bens de consumo duráveis em julho ante junho "devolveu" um pouco do forte crescimento registrado nessa categoria em junho ante maio (7,7%). Entretanto, segundo ele, o saldo em dois meses (acumulado de junho e julho, na série com ajuste sazonal) dessa categoria é de uma alta de 2,1% e o índice de média móvel trimestral dos duráveis ainda aponta uma tendência de crescimento, já que houve aumento de 0,2% no trimestre encerrado em julho ante o terminado em junho. "Os duráveis continuam com tendência de alta", disse Sales.

Segundo ele, a queda ante mês anterior nos duráveis "provavelmente" está mais relacionada a móveis e eletrodomésticos do que a veículos automotores. Ele observou que, como o varejo tem apresentado resultados muito favoráveis para as vendas de automóveis e móveis e eletrodomésticos, o recuo ante mês anterior dos duráveis, na indústria, pode estar relacionado a aumento das importações.

Os bens de consumo semi e não-duráveis registraram estabilidade ante o mês anterior e alta de 5% em relação a julho do ano passado. No ano, a elevação da produção desses bens foi de 2,1%, com alta de 2,8% nos últimos 12 meses.

Bens intermediários

Já a categoria de bens intermediários registrou alta de 1,1% ante junho. Em relação a julho do ano passado a elevação foi de 7,5%. Tanto no acumulado do ano quanto nos últimos 12 meses, a produção desses bens subiu 5,6%.

Sales destacou a inclusão dos bens intermediários como líder da expansão da produção industrial, junto com bens de consumo duráveis e bens de capital - que já vinham na liderança -, como um dos principais dados revelados na pesquisa divulgada hoje, referente ao mês de julho. Segundo ele, os bens intermediários respondem por cerca de 60% da estrutura industrial e vinham apresentado resultados modestos mas houve a confirmação de um ganho de ritmo dessa categoria em julho, com expansão de 1,1% ante junho e de 7,5% ante julho do ano passado.

Para o coordenador de indústria do IBGED, o índice de média móvel trimestral dos bens intermediários apontam um aumento de 1,4% no trimestre encerrado em julho ante o terminado em junho, confirmando uma tendência de crescimento do setor. Ainda segundo o coordenador de indústria, ainda que estejam muito vinculados às exportações, já que incluem commodities como minério de ferro, os intermediários estão sendo puxados especialmente pelo mercado interno, sobretudo no que diz respeito aos insumos para construção civil e agricultura.

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