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IBGE: horas pagas na indústria têm maior queda desde 2001

Os resultados do mercado de trabalho industrial em novembro, sobretudo os relativos às horas pagas, refletem a perda de dinamismo na atividade do setor, segundo o economista da coordenação de indústria do IBGE, André Macedo. Os dados vieram em linha com o atual momento da produção industrial, especialmente o número de horas pagas, que é o principal indicador antecedente do emprego no setor, com efeito futuro no pessoal ocupado, disse.

Agência Estado |

Segundo divulgou hoje o IBGE, o número de horas pagas na indústria caiu 1,7% em novembro ante o mês anterior, a maior queda da série histórica iniciada em janeiro de 2001. Ante novembro de 2007, houve recuo de 0,4%, interrompendo um ciclo de 29 meses de taxas positivas.

Macedo sublinhou que os setores que mostraram desaceleração mais forte no número de horas pagas foram exatamente aqueles que refletiram com maior intensidade, em novembro, os efeitos da crise, como a indústria automobilística e de bens duráveis. "Vale destacar que os setores de meios de transporte e de máquinas e aparelhos eletroeletrônicos, que mostraram acréscimo de 0,6% em novembro e vinham liderando o crescimento nacional, apontaram clara redução no ritmo de expansão frente aos resultados de meses anteriores", destacou Macedo.

Além do número de horas pagas, que reflete imediatamente as paralisações e férias coletivas na indústria, os dados do emprego industrial e da folha de pagamento também mostraram desaceleração nos resultados, como observou Macedo.

No caso do emprego, que registrou queda de 0,6% em novembro ante outubro, o pior resultado nessa base de comparação em cinco anos, Macedo também destacou a forte desaceleração nos resultados, especialmente no segmento de meios de transporte (inclui automóveis, caminhões, autopeças), que vinha com um aumento de 7,1% no emprego em outubro - quando a indústria desse setor já mostrava perda de ritmo - e recuou para uma alta de quase a metade (4,1%) em novembro.

A indústria automobilística também pode ter sido responsável, segundo Macedo, pelo mau desempenho da folha real de pagamento da indústria em novembro, que teve recuo de 2,7% ante outubro. Segundo ele, como esse segmento paga salários mais elevados do que a média da indústria, a perda de dinamismo setorial pode ter tido impacto negativo nos resultados gerais da folha.

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