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IBGE diz que emprego formal cresceu em 2007

Rio de Janeiro, 18 set (EFE).- O número de pessoas ocupadas no Brasil passou de 89,3 milhões em 2006 para 90,7 milhões em 2007, com maior formalização no mercado de trabalho, com mais contratos formais e contribuições para a previdência, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada hoje pelo IBGE.

EFE |

Segundo a Pnad, feita com 400 mil pessoas em 851 municípios, além de um aumento de 1,6% na população ocupada, houve queda de 1,8% no número de desempregados, de 8,2 milhões para oito milhões em 2007.

Apesar do crescimento de 2% na quantidade de pessoas em idade ativa (10 anos ou mais), a taxa de desocupação recuou de 8,4% em 2006 para 8,2% no ano passado.

Ao contrário de anos anteriores, quando o emprego que mais aumentava era o informal, o número de pessoas com carteira assinada avançou 6,1% entre 2006 e 2007.

O percentual de brasileiros no mercado de trabalho formal entre a população ocupada saltou de 33,1% em 2005 para 33,8% em 2006 e 35,3% no ano passado.

Esse aumento permitiu que o número de trabalhadores que contribuem para a previdência batesse recorde (50,7%), superando pela primeira vez a metade dos trabalhadores ocupados. Esse percentual tinha sido de 48,8% em 2006 e 42,6% em 1997.

Em números, 46,1 milhões de brasileiros contribuíam para a previdência no ano passado, frente a 40,4 milhões em 2006.

"O avanço do trabalho formal e da contribuição para a previdência representam conquistas e garantias importantes para os trabalhadores apesar de o número de pessoas sem assistência ainda ser relevante", afirma o economista Cimar Azeredo Pereira, um dos coordenadores da Pnad.

Esse avanço se refletiu no número de trabalhadores sindicalizados, que aumentou de 16,2 milhões em 1997 para 17,7 milhões no ano passado.

O rendimento médio real dos trabalhadores cresceu 3,2%, para R$ 956. Foi o terceiro ano seguido de crescimento da renda. O mesmo indicador aumentou 7,2% em 2006 e 4,5% em 2005.

Apesar dessa expansão, a renda ainda não chegou ao nível de 1997, quando era de R$ 1.011 mensais.

A Pnad também constatou que há menos concentração de renda apesar das grandes desigualdades brasileiras.

Enquanto 10% da população ocupada com os mais baixos rendimentos detiveram 1,1% do total da renda, 10% com os maiores rendimentos retinham 43,2%.

O chamado índice de Gini (utilizado pela ONU para medir a concentração da renda) melhorou, ao cair de 0,540 em 2006 para 0,528 em 2007.

A pesquisa do IBGE também constatou melhorias na educação, no acesso a serviços públicos e na posse de bens duráveis.

A taxa de analfabetismo caiu 10,4% em 2006 para 10% em 2007, mas no ano passado ainda havia 14,1 milhões de brasileiros com mais de 14 anos que não sabiam ler nem escrever.

O percentual da freqüência escolar entre crianças de entre 4 e 5 anos subiu de 67,6% em 2006 para 70,1% no ano passado.

Em 2007, pela primeira vez na história, mais da metade dos 56,3 milhões de domicílios brasileiros (51,3%) estavam ligados à rede coletora de esgoto.

No ano passado, o telefone estava presente em 77% dos domicílios, e 26,6% das casas brasileiras tinham computador, com 20,2% delas com acesso à internet. EFE cm/wr/rr

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