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IBGE: dezembro ainda não mostrou crise no emprego

O gerente da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do IBGE, Cimar Azeredo, observou que os dados de dezembro do mercado de trabalho metropolitano ainda não mostraram sinais de efeitos negativos da crise no mercado de trabalho. Segundo ele, assim como ocorre tradicionalmente nos meses de dezembro, a taxa de desemprego caiu com a contratação de trabalhadores temporários no comércio.

Agência Estado |

Além disso, houve continuidade na trajetória de aumento do emprego formal e do rendimento.

A taxa de desemprego apurada pelo IBGE nas seis principais regiões metropolitanas do País caiu para 6,8% em dezembro, ante 7,6% em novembro. Em dezembro de 2007, a taxa havia sido de 7,4%. Tradicionalmente, a taxa do mês de dezembro é a menor do ano, o que se confirmou com o dado de hoje, que também representou a menor taxa mensal desde o início da série histórica do IBGE, em março de 2002. O rendimento médio real dos trabalhadores foi de R$ 1.284,90 em dezembro, com alta de 0,5% ante novembro e de 3,6% na comparação com dezembro de 2007. A taxa média de desemprego no ano de 2008 foi de 7,9%. Em 2007, a taxa média de desemprego havia sido de 9,3%. A taxa anual de 2008 também é a menor da série histórica da pesquisa.

Segundo Azeredo os resultados de janeiro de 2009 serão importantes para checar o impacto da crise no emprego das regiões metropolitanas, porque será possível saber se serão efetivados os trabalhadores contratados temporariamente. Segundo ele, tradicionalmente a taxa de desemprego aumenta no primeiro mês do ano em relação a dezembro, mas a magnitude dessa elevação depende do desempenho da economia.

Azeredo explicou também que a PME não mostrou em dezembro um cenário negativo como o revelado pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho, porque as duas pesquisas têm metodologias muito diferentes. Enquanto o levantamento da PME encerrou-se no dia 26 de dezembro, o do Caged estendeu-se por todo o mês. Além disso, enquanto a PME está restrita às seis regiões metropolitanas, o Caged abrange todo o território nacional. Por fim, enquanto o Caged levanta as informações apenas do emprego formal, de acordo com dados fornecidos pelas empresas, o IBGE investiga também o emprego informal e a pesquisa é construída com coletas domiciliares.

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