A taxa de desemprego de 7,6% em novembro foi a menor para este mês na série da pesquisa mensal de emprego do IBGE, iniciada em 2002, e não apresentou variação estatisticamente significativa ante a taxa de outubro (7,5%), segundo observou o gerente da pesquisa mensal de emprego, Cimar Azeredo. No entanto, segundo ele, a expectativa, de acordo com o bom desempenho que o mercado de trabalho vinha apresentando em 2008, era que a taxa caísse em novembro ou, pelo menos, mostrasse uma tendência de queda.

Azeredo admite que houve uma piora no mercado de trabalho metropolitano em novembro em relação a outubro, mas disse que ainda não é possível afirmar que a crise afetou os resultados.

Ocupação

O número de ocupados nas seis principais regiões metropolitanas do País somou 22,06 milhões em novembro, com queda de 0,4% ante outubro e aumento de 2,9% ante novembro do ano passado. A população desocupada somou 1,8 milhão de pessoas, com alta de 1,1% ante outubro e queda de 6,1% na comparação com novembro de 2007.

O IBGE divulgou que o número de empregados com carteira assinada registrou queda ante o mês anterior (-0,2%), mas prosseguiu na trajetória de alta comparativamente a novembro do ano passado (5,5%).

A queda na população ocupada nas seis regiões em novembro ante outubro mostra um comportamento inédito na série histórica da pesquisa, iniciada em 2002, destacou Azeredo. É a primeira vez em sete anos que há uma queda no número de ocupados em novembro, mês em que tradicionalmente são contratados empregados temporários para o final do ano, em relação ao mês anterior.
"A variação negativa não é significativa, mas mostra uma tendência de que o mercado está dispensando", disse o gerente.

Em 2007, por exemplo, a população ocupada havia aumentado 0,7% em novembro ante o mês anterior. Segundo Azeredo, mesmo com esse sinal claro de piora no mercado de trabalho metropolitano de um mês para o outro, ainda não é possível afirmar que esse desempenho tenha relação com a crise internacional. "Não tenho como associar esse desempenho diretamente à crise, o mês que vai mostrar de fato se a crise vai afetar o mercado de trabalho será janeiro, quando saberemos se houve contratação ou dispensa dos temporários contratados no final do ano", disse ele.

Azeredo observou também que, mesmo com o desempenho pior do mercado de trabalho em novembro em relação a outubro, os dados de 2008 ainda prosseguem mostrando o emprego mais aquecido do que no ano passado. Em novembro, ante igual mês de 2007, o número de ocupados aumentou 2,9%, com a criação de 611 mil postos de trabalho.

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