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IBGE: crise externa evitou alta maior do IPCA em 2008

A crise internacional evitou uma alta maior do IPCA em 2008, segundo a coordenadora de índices de preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos. Os problemas internacionais, com alguma repercussão no mercado interno e externo, fizeram com que produtos que seriam exportados ficassem no mercado interno, aumentando a oferta e, além disso, houve redução da demanda interna, dificultando os repasses de aumentos de preços, disse ela em entrevista coletiva.

Agência Estado |

Eulina sublinhou a desaceleração ocorrida nos reajustes de preços dos alimentos, que tanto vinham pressionando a inflação desde o segundo semestre de 2007, a partir de agosto do ano passado, por causa da redução nos preços das commodities a partir da mudança no cenário externo. Os produtos alimentícios, que tinham acumulado um aumento de 8,65% no primeiro semestre de 2008, desaceleraram os reajustes para 2,27% no segundo semestre. Desse modo o IPCA, que acumulou alta de 5,90% em 2008, passou de uma elevação de 3,64% no primeiro semestre para 2,27% no segundo semestre e, com o agravamento dos efeitos da crise no mercado doméstico, chegou ao mês de dezembro com alta de 0,28%, a menor para o último mês do ano desde o início do Plano Real. "A crise teve no segundo semestre uma influência forte no sentido de desacelerar a taxa", afirmou Eulina.

A coordenadora destacou também que, mesmo com a desaceleração no ritmo das altas de preços no segundo semestre de 2008, o ano passado marcou a continuidade de alta no IPCA anual inaugurada em 2007. "O que se observa na história da inflação no Brasil é que desde 2003, após o choque cambial de 2002, até 2006, as taxas anuais vinham arrefecendo. Em 2007 essa tendência foi quebrada e no ano passado houve uma alta ainda maior nos preços, com pressão mais forte dos alimentos e aumentos significativos também em alguns serviços", comentou.

Dólar

A coordenadora disse que o efeito do dólar "não ficou evidente" nos resultados da inflação (IPCA) de 2008, inclusive nos dados de dezembro. "Em geral o dólar tem efeitos sobre os preços, mas daqui para frente esses efeitos vão depender da demanda do mercado interno e externo e de decisões dos agentes econômicos", disse.

Alguns produtos que vinham registrando queda de preços por causa do dólar baixo ao longo de 2008 prosseguiram com estabilidade ou recuo em dezembro. É o caso de eletrodomésticos (variação zero no mês), computador (-1,25%) e TV e som (-1,07%). Além disso, os preços dos alimentos, que normalmente aceleram junto com a alta no câmbio, mostraram desaceleração de reajustes de preços no último mês do ano passado.

Refeição fora de casa

As refeições fora de casa representaram a maior contribuição individual (0,55 ponto porcentual) no IPCA acumulado do ano passado (5,90%), segundo Eulina. Com reajustes de 14,45% em 2008, esse item ainda refletiu os aumentos de preços dos alimentos em 2007 e a forte alta ocorrida também no primeiro semestre do ano passado. A segunda maior contribuição para a inflação do ano foi dada pelas carnes, que subiram 24,02% (com 0,49 ponto porcentual da taxa total do IPCA).

No que diz respeito aos produtos não alimentícios, os itens administrados tiveram uma contribuição de 0,99 ponto porcentual no IPCA de 2008, ante 0,51 ponto no ano anterior. Entre os principais resultados de administrados no ano passado, destacam-se o telefone fixo (3,64%), taxas de água e esgoto (7,11%) e remédios (3,96%).

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