Rio, 7 - O gerente das pesquisas agrícolas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Mauro Andreazzi, disse que a revisão para cima na estimativa de safra do instituto (143,5 milhões de toneladas na projeção referente a julho, 1% acima da previsão anterior) reflete especialmente as boas perspectivas para o milho e o feijão, sobretudo em Mato Grosso, onde haverá colheita recorde para ambos os produtos. Segundo Andreazzi, o aumento de 9% na safra 2008 ante a safra do ano passado é conseqüência das boas condições climáticas, de investimentos em adubos e sementes de qualidade e, ainda, do fato de que os produtores estão mais capitalizados por causa dos bons preços dos alimentos no mercado internacional.

O gerente avalia que o ótimo desempenho da safra 2008 sinaliza boas perspectivas para a safra do ano que vem, já que os produtores vão prosseguir capitalizados. Andreazzi destacou também que a alta na produção de milho é um dos principais fatores a impulsionar a safra 2008. A colheita de milho deverá atingir 58,46 milhões de toneladas, com 40 milhões na primeira safra (aumento de 68,5% ante a safra anterior) e 18,4 milhões na segunda safra (alta de 31,5%).

Com o aumento na produção, o milho vai elevar a sua participação na safra brasileira de grãos, de 39% no ano passado para 40,3% em 2008. Desse modo, a soja perde participação relativa, de 43,5% para 41,4%. O principal motivo para o crescimento do milho é o direcionamento da safra dos Estados Unidos, maior produtor e exportador mundial, para o etanol, abrindo espaço para o produto brasileiro. O milho, a soja e o arroz vão responder, juntos, por 90% da safra 2008.

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