Rio, 20 - A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) desacelerou para 0,48% em abril, ante alta de 0,55% em março, informou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os produtos alimentícios prosseguiram na trajetória de aceleração dos reajustes em abril e subiram 1,71% no IPCA-15 do mês, ante 1,22% em março.

Rio, 20 - A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) desacelerou para 0,48% em abril, ante alta de 0,55% em março, informou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os produtos alimentícios prosseguiram na trajetória de aceleração dos reajustes em abril e subiram 1,71% no IPCA-15 do mês, ante 1,22% em março. No ano, segundo o IPCA-15, os alimentos já acumulam alta de 4,79%. Em abril, o leite pasteurizado subiu 9,63%, variação acima de março (5,27%) e ficou com a maior contribuição individual para o IPCA-15 no mês, de 0,09 ponto porcentual, mesmo impacto dado pelo tomate, que subiu 36,81%, acima da variação de 26,50% em março. No ano, o tomate já acumula alta de 62,96%. Outros alimentos "também mostraram forte aceleração de preços", segundo o documento de divulgação da pesquisa, como o feijão carioca (de -1,87% em março para 30,10% em abril) e a batata-inglesa (de 6,21% para 12,24%). Já os não alimentícios mostraram perda de ritmo nos reajustes. Com o impacto para baixo nos preços dos combustíveis, o grupo dos não alimentícios registrou uma variação de 0,12% em abril, ante 0,35% em março. Mas os técnicos do IBGE destacam no documento de divulgação da pesquisa que, ainda que tenha havido desaceleração de um mês pro outro, "foi verificada alta nos preços de itens importantes no orçamento das famílias, como os salários pagos aos empregados domésticos (de 1,81% em março para 1,60% em abril), que continuam com reflexos do reajuste anual do salário mínimo; os artigos de vestuário (de 0,08% para 1,08%), tendo em vista o fim das promoções e entrada da nova coleção no mercado; e os remédios (de -0,15% para 0,70%), cujos preços subiram em consequência do reajuste ocorrido a partir do dia 31 de março".

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