Rio - O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anunciou hoje que a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) caiu para 0,35% em agosto, ante 0,63% apurado em julho. Os produtos alimentícios mostraram uma abrupta desaceleração no IPCA-15 de agosto.

A alta dos alimentos passou de 1,75% em julho para 0,25% em agosto, segundo o IBGE.

Entre os produtos que apresentaram queda de preços em agosto, os destaques foram a batata-inglesa (-7,55%), o tomate (-6,52%), as hortaliças (-4,92%), o feijão carioca (-2,91%), o óleo de soja (-1,84%) e o arroz (-1,34%).

Com o resultado de agosto, o grupo alimentação e bebidas acumula alta de 10,80% no IPCA-15 este ano.

Não alimentícios - Ao contrário dos alimentos, os produtos não alimentícios apresentaram aceleração de preços na taxa de agosto do IPCA-15, passando de 0,28% em julho para 0,38% este mês, segundo o IBGE. Para o instituto, a alta ocorreu porque, apesar da queda nos preços dos artigos de vestuário (-0,48%) e gasolina (-0,15%), "itens também importantes no orçamento das famílias tiveram aumentos".

Houve reajustes importantes nas contas de telefone fixo, que tiveram alta de 2,07% este mês, em razão de reajuste ocorrido em julho, e lideraram as contribuições individuais para o IPCA-15 de agosto, com 0,07 ponto porcentual.

Ainda segundo o IBGE, nas contas de energia elétrica, a alta foi de 1,15% este mês, com aumentos localizados na Região Metropolitana de São Paulo (3,53%), onde, ao reajuste de 8,63%, ocorrido no início do mês passado, se juntou a um aumento na contribuição do PIS/Pasep/Cofins. Em Belém (9,05%), as tarifas de energia elétrica ficaram 19% mais caras a partir do início de agosto.

Além disso, as contas de água e esgoto tiveram variação de 1,09%, refletindo aumentos ocorridos nas regiões metropolitanas de Belém (6,10%), Rio de Janeiro (5,55%) e Porto Alegre (2,19%).

Houve alta, ainda, no grupo educação (0,38%), refletindo os resultados apurados na coleta realizada no mês de agosto, "a fim de obter a realidade do segundo semestre do ano letivo". Os cursos (ensino formal) variaram 0,22%, e os cursos diversos (informática, idioma etc.) variaram 1,65%.

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