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Iberostar constrói condomínios no Brasil

O grupo espanhol Iberostar, segundo maior da área de hotelaria na Europa, decidiu investir no setor imobiliário e escolheu o Brasil como o destino do seu primeiro projeto. A companhia vai aplicar R$ 450 milhões de recursos próprios na construção de um complexo imobiliário de casas de alto padrão e apartamentos no município de Mata de São João, na Vila da Praia do Forte, que fica a 56 quilômetros de Salvador (BA), onde já tem um resort em funcionamento.

Agência Estado |

O grupo faturou 800 milhões (cerca de R$ 2 bilhões) no ano passado com 116 hotéis espalhados por 30 países. Há seis anos instalado no Brasil e com apenas três hotéis em operação - um navio hotel no Rio Amazonas, o Le Méridien, no Rio de Janeiro, e o resort na Praia do Forte (BA) -, a companhia obtém no País 8% da sua receita total. O Brasil absorveu já investimentos de mais de R$ 700 milhões do grupo. "Com o empreendimento imobiliário, queremos que o Brasil tenha uma participação de 20% no faturamento do grupo", afirma o responsável pela divisão imobiliária da empresa no Brasil, André Luis Monteiro Pinto.

A estabilidade da economia, a valorização de áreas urbanas e a proximidade da região Nordeste da Europa, Estados Unidos e Caribe são fatores que fizeram com que a companhia apostasse no País. A primeira etapa do projeto, que prevê investimentos de R$ 150 milhões, prevê a construção de 105 casas de alto padrão, com 340 metros quadrados, que vão custar entre R$ 1,6 milhão e R$ 2 milhões. Também serão erguidos 80 apartamentos, na faixa de 80 a 100 metros quadrados, avaliados em R$ 450 mil.

Pinto explica que as casas e os apartamentos farão parte do complexo da Praia do Forte, onde a companhia já tem um hotel e vai inaugurar o segundo em outubro deste ano. A área total é de 213 hectares no litoral da Bahia. "Nessa primeira etapa do projeto, nosso alvo serão pessoas com renda mensal superior a R$ 15 mil", diz o executivo. São imóveis de veraneio que funcionam como uma segunda moradia.

"Já temos 12 interessados nos imóveis, entre turistas espanhóis, ingleses e brasileiros, do Sudeste", conta Pinto. Além de uma ampla área de lazer, com restaurantes e serviço de hotelaria, o projeto prevê que o proprietário possa obter uma renda extra alugando a casa ou o apartamento quando ele não está usando o imóvel. Esse serviço será administrado pelo empreendedor.

A primeira etapa do empreendimento, que deve estar concluída no segundo semestre do ano que vem, e será o termômetro para o deslanche da segunda etapa. "A segunda etapa vai depender do sucesso da primeira", diz. Ele acrescenta que vários bancos já mostram interesse em financiar a venda desses imóveis de alto padrão para possíveis compradores.

Mas o alvo da companhia no setor imobiliário não se limita a empreendimentos destinados à população de maior poder aquisitivo e voltados para o turismo. "Nossos planos incluem imóveis comerciais e residenciais voltados para a população em geral", diz o executivo. Isso significa que os negócios imobiliários da empresa podem incluir shopping centers e casas e apartamentos destinados à classe média.

"Estamos estudando as oportunidades de compra de terrenos", afirma Pinto, sem revelar quantos negócios estão em andamento. De toda forma, ele dá algumas pistas de onde a companhia quer erguer os novos empreendimentos. Bahia, Sergipe, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Ceará são os Estados listados pelo executivo como alvo de negociações. Ele não descarta a possibilidade de ter empreendimentos nas regiões Sul e Sudeste, mas frisa que no Nordeste os preços são mais competitivos.

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