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Ibero-america quer reforma de fundo do sistema financeiro mundial

Os chefes de Estado e de Governo da comunidade ibero-americana lançaram um apelo para a revisão dos fundamentos do sistema financeiro internacional diante da crise, e querem levar este debate a uma cúpula mundial de urgência na ONU.

AFP |

O chefe do governo espanhol, José Luis Rodriguez Zapatero, resumiu sexta-feira a mensagem de dois dias de debates da 18ª Cúpula ibero-americana organizada em San Salvador, insistindo numa "reforma em profundidade do sistema financeiro internacional".

Esta prioridade foi manifestada em uma só voz, como havia desejado o presidente de El Salvador, Elias Antonio Saca, ao abrir a cúpula na quinta-feira.

Os dirigentes da região pretendem agora participar da elaboração da reforma, a começar pela próxima reunião do G20, em 15 de novembro em Washington.

Convencidos da capacidade da região de enfrentar a crise em melhores condições do que antes, graças à consolidação de sua economia e de suas reservas em divisas nos cinco últimos anos, eles apontaram os responsáveis e marcam suas posições.

"A Cúpula anti-crise da ONU deve levar em conta a responsabilidade do sistema financeiro dos países industrializados na crise atual", disseram os participantes da Cúpula.

Eles insistiram não somente sobre a importância de uma participação ativa da comunidade ibero-americana na definição de uma resposta internacional, como também sobre a necessidade de coordenar as ações com a participação dos países em desenvolvimento.

Para Zapatero, é preciso de adaptar à nova geopolítica e à nova geo-economia nascidas da crise mundial.

A reunião de cúpula Ibero-Americana, da que participaram 22 presidentes e representantes dos governos da região, foi encerrada sexta-feira também com a assinatura de uma declaração sobre Juventude e Desenvolvimento.

Os dirigentes ibero-americanos também defenderam a adoção de políticas sociais, para que elas não sejam deixadas de lado neste contexto de crise financeira.

"O objetivo imediato é impedir uma progressão da extrema pobreza", disse o presidente mexicano, Felipe Calderon, durante os debates da Cúpula.

Além dos consensos sobre a resposta à crise, a prioridade ao social e ainda sobre as trocas comerciais internacionais, a Cúpula de San Salvador decidiu também "coordenar as posições antes da próxima Conferência de Doha sobre o financiamento do desenvolvimento, em dezembro".

bur/gv/lm

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