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Ibama elogia mudança no projeto de Jirau

BRASÍLIA - Ao formalizar a liberação do início das obras da usina hidrelétrica de Jirau no rio Madeira (RO), o presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama), Roberto Messias, afirmou que a mudança de local gera melhoras significativas e que a licença ambiental para a obra completa deve sair no início de 2009. Segundo Messias, os laudos técnicos do Ibama e da Agência Nacional de Águas (ANA) confirmaram que o consórcio Enersur, vencedor do leilão de Jirau, estava certo. Não há piora nos impactos ambientais no novo local da usina, nove quilômetros abaixo do original.

Valor Online |

"A diferença de localização não apresenta nenhuma piora. Podemos dizer que há algumas melhoras significativas", afirmou o presidente do Ibama, confirmando que a área a ser alagada aumenta em 10 quilômetros do traçado original.

Ele também sinalizou que o governo recebeu certa pressão para destravar o início da usina - um investimento orçado em R$ 8,7 bilhões -, concedendo a licença de instalação do canteiro de obras, uma pedreira e um dique (ensecadeira), antes do processo de análise ambiental estar totalmente concluído.

"Não existe nenhum empreendimento em que os empreendedores não ajam com ansiedade em relação à licença ambiental", disse Messias, contradizendo o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, que ontem negou qualquer pressão.

Ele também rebateu críticas sobre a atuação demorada do Ibama na concessão de licenças: "O Ibama é considerado um chato, demorado, detalhista, mas é preciso que seja assim" para a análise técnica detalhada dos impactos ambientais de obras como usinas hidrelétricas, continuou.

Ao dar entrevista, Messias confessou que ainda não havia assinado a licença de instalação das obras em Jirau. Mas disse que o documento será publicado até amanhã, com as exigências já anunciadas por Minc.

Os construtores de Jirau terão, de início, que pagar R$ 36 milhões em obras de habitação e saneamento em Porto Velho, capital de Rondônia. E ainda investir um montante a ser definido para pesquisas e proteção de espécies animais ameaçadas de extinção na região da usina.

Segundo Messias, a licença ambiental completa trará novas compensações para os empreiteiros. Mas ele não adiantou quantas, nem quais, afirmando que estão em definição junto às comunidades atingidas pela usina.

Sobre críticas feitas pelo presidente da Empresa de Pesquisa Energética, Maurício Tolmasquim, ao atual sistema de licenciamento ambiental, Messias afirmou: "Críticas são bem vindas, porque nós no Ibama usamos as críticas para nos aperfeiçoar. Mas quem critica deve nos mostrar o caminho a seguir", completou.

(Azelma Rodrigues | Valor Online)

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