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A mineradora Vale foi multada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em R$ 5 milhões sob a acusação de vender ilegalmente cerca de 9 mil m3 de madeira in natura e pelo depósito ilegal de 612 m³ de madeira em tora, em Paragominas (PA). O diretor de Meio Ambiente da Vale, Luiz Claudio Castro, negou a acusação de venda ilegal de madeira, mas admitiu que houve um erro de cálculo.

Segundo ele, a Vale apresentou em 2005 pedido à Secretaria do Meio Ambiente do Pará para extrair até 11 mil m3 de madeira e obteve autorização em setembro de 2006, mas extraiu "apenas 2,7 mil m3 porque a estimativa inicial estava errada". Por isso, o Ibama encontrou um volume de madeira menor que o esperado no pátio da companhia, e presumiu que o excedente havia sido vendido, alegou a Vale.

A mineradora informou que os dois funcionários responsáveis pelo cálculo - um técnico e um gerente - foram demitidos. "O erro é grave, e acabou gerando um mal-entendido com o Ibama. Não houve má-fé", afirmou Castro. Segundo ele, a empresa pode provar que árvores não foram derrubadas e vai procurar o Ibama para apresentar a justificativa e "tentar chegar a um consenso para que a multa seja cancelada". "Se for necessário, vamos recorrer administrativamente."

Carvão

A multa foi anunciada na véspera de um evento organizado pela empresa para divulgar um prêmio na área ambiental. O objetivo do prêmio é nomear seis espécies botânicas descobertas na reserva de 22 mil hectares que a empresa mantém em Linhares (ES).

Também está prevista para hoje a assinatura pelo presidente da mineradora, Roger Agnelli, e pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, de um documento no qual a Vale se compromete oficialmente a vender minério de ferro somente a pequenos produtores e siderúrgicas que comprovem a origem legal da madeira e do carvão que utilizam. Há um mês, Minc anunciou multas aplicadas por uso ilegal de carvão que totalizaram R$ 414 milhões - dos 60 punidos, 34 eram clientes da Vale.