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Iata prevê perda de US$ 2,5 bi para setor aéreo em 2009

A Associação Internacional do Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês), entidade suíça que representa cerca de 230 companhias aéreas responsáveis por 93% do tráfego aéreo agendado internacional, prevê que o setor terá prejuízo de US$ 2,5 bilhões em 2009. Para 2008, a previsão é de prejuízo de US$ 5 bilhões.

Agência Estado |

Essa estimativa é menor do que a que foi anunciada em setembro, quando a Iata disse esperar um prejuízo em 2008 de US$ 5,2 bilhões. A revisão foi atribuída ao rápido declínio dos preços dos combustíveis.

Apesar dessa previsão de diminuição do prejuízo no ano que vem em comparação com 2008, a Iata espera que o clima de pessimismo irá continuar. "A perspectiva é ruim", disse o diretor-geral da associação, Giovanni Bisignani, em comunicado. "A crise crônica no setor continuará em 2009. Enfrentamos o pior ambiente de receita em 50 anos." A receita do setor no ano que vem deverá recuar para US$ 501 bilhões, dos US$ 536 bilhões previstos para 2008. A queda é a primeira desde a registrada entre 2001 e 2002.

Ao mesmo tempo, o tráfego de passageiros deverá recuar 3%, depois de expandir 2% em 2008. Esse deve ser o primeiro declínio desde o de 2,7% registrado em 2001. Bisignani disse que as companhias aéreas fizeram um trabalho notável de reestruturação desde 2001. Os custos não relacionados com combustíveis caíram 13% e a eficiência no uso de combustível melhorou 19%.

O tráfego de carga no ano que vem deverá recuar 5%, depois de cair 1,5% em 2008. A última vez em que ocorreu diminuição do tráfego de carga foi em 2001, de 6%. "O transporte aéreo de carga responde por 35% do valor dos produtos transacionados internacionalmente. O declínio de 7,9% em outubro é uma indicação clara de que o pior ainda está por vir, tanto para as companhias aéreas quanto para a desaceleração econômica global", disse Bisignani.

A Iata prevê que o preço do petróleo no ano que vem deverá ficar em US$ 60 o barril em média, respondendo por uma conta total com combustível de US$ 142 bilhões. Isso representa uma queda de US$ 32 bilhões em comparação com o nível de 2008, para o qual a previsão média é de petróleo a US$ 100 o barril. As informações são da Dow Jones.

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