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Iara evita que crise da Bolívia derrube ações da Petrobrás

A Petrobrás foi salva ontem do que poderia ter sido um impacto negativo sobre suas ações na Bovespa, por causa da crise na Bolívia. A divulgação das estimativas das reservas do bloco de Iara, no pré-sal da Bacia de Santos, anulou qualquer eventual perda no mercado financeiro.

Agência Estado |

Os papéis ordinários da estatal fecharam o pregão em alta de 11,05%, num dia em que o Ibovespa fechou na máxima de 3,3%.

Três de quatro analistas consultados pelo Estado ressaltaram o fato, que atribuíram a uma "feliz coincidência". Não foi a primeira vez que as boas novas do pré-sal anularam tendências de queda das ações da Petrobrás em bolsa. As estimativas de reservas de Tupi foram anunciadas também em meio a uma crise no fornecimento de gás boliviano e suplantou o impacto negativo do balanço da Petrobrás no terceiro trimestre, anunciado um dia depois.

A queda de 22% no lucro trimestral da empresa (R$ 5,5 bilhões) em relação ao mesmo período do ano anterior não causou comoção no mercado, que passou o dia e as semanas seguintes embalado pela conquista do "novo paradigma" alcançado pelo Brasil em petróleo, como classificou, à época, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.

Ontem, o analista da Corretora Ágora Luiz Otávio Broad comentou que, diante da divulgação das reservas de Iara, há mais otimismo no mercado com a possibilidade de a Petrobrás anunciar o volume de outras reservas, como a de Guará e Júpiter.

"Para Tupi, a Petrobrás fez um teste de vazão antes de anunciar o volume, o que já não foi necessário em Iara. A própria Petrobrás já havia sinalizado que este ano não haveria mais nenhum anúncio de números relativos às novas reservas. Então, foi uma grata surpresa que trouxe otimismo com a possibilidade de mais números de reservas divulgados este ano."

Todas os últimos cinco anúncios de descobertas no pré-sal (com ou sem estimativa de reservas) inverteram curvas de desvalorização de ações que se estenderam por uma semana, em média. Um analista de instituição financeira de São Paulo, que pediu para não ser identificado, comemorou o efeito de Iara, desbotando os efeitos da crise boliviana e a queda do preço do petróleo no mercado internacional.

"A Petrobrás vinha em queda por motivos conjunturais e os dois fatores, um negativo e um positivo, chegaram juntos para mexer neste cenário. Felizmente prevaleceu o melhor", disse. O especialista ressaltou que a revelação sobre Iara teve maior importância por ter seus volumes divulgados.

Para o consultor de petróleo John Forman, é possível esperar ainda boas notícias da Petrobrás na exploração do pré-sal nos próximos três meses e meio. Embora a estatal tenha divulgado que não esperava ter disponível mais nenhuma estimativa de reservas até o fim de 2008, o avanço tecnológico dos trabalhos exploratórios vão permitir a conclusão de novos cálculos, na avaliação do consultor.

"A Petrobrás terá de encaminhar planos de avaliação à Agência Nacional do Petróleo e esses documentos certamente conterão as estimativas de volume de outros blocos", disse. A Petrobrás está concluindo perfurações nas áreas de Guará e Júpiter, no complexo de Tupi.

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