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Hungria recebe ajuda em massa de FMI, UE e Banco Mundial para sair da crise

Budapeste, 29 out (EFE).- A ajuda em massa de US$ 25 bilhões concedida à Hungria por Fundo Monetário Internacional (FMI), União Européia (UE) e Banco Mundial é destinada a resgatar a economia do país e convencer os mercados financeiros.

EFE |

Assim explicou a conselheira do FMI Anne-Marie Gulde em entrevista coletiva junto com representantes da UE e do Governo húngaro por causa do anúncio da ajuda internacional concedida a Budapeste.

"A Hungria precisa do empréstimo do FMI, pois sofre as conseqüências negativas da crise financeira mundial, apesar das medidas tomadas pelo Governo nos últimos anos para sanear as contas públicas", declarou Gulde.

"A Hungria foi o primeiro país a receber esse tipo de apoio, pois os problemas relacionados à crise afetaram o país profundamente e por seu alto endividamento", acrescentou.

Em relação ao valor do crédito, que surpreendeu os analistas do país, Gulde reconheceu que é alto, "pois deseja oferecer a segurança e fomentá-la nos mercados financeiros".

"O volume tinha que convencer", ressaltou o especialista.

Laszlo Keller, secretário de Estado do Ministério das Finanças húngaro, reconheceu que "este é um apoio forte para a Hungria" e "serve para fortalecer a confiança dos investidores, mas teremos que agir rápido cooperando com as instituições internacionais".

"A UE espera que as medidas tomadas pelo Governo húngaro apareçam nos projetos de convergência de médio e longo prazo", destacou a representante européia Elena Flores.

"O empréstimo da UE também é dirigido a reforçar a situação financeira do país", acrescentou.

O presidente do Banco Nacional Húngaro, András Simor, disse que o melhor remédio para solucionar a crise na Hungria seria introduzir o euro, mas atualmente o país não está em condições de fazê-lo.

"Não vejo a possibilidade para que nos integremos à zona da moeda única sem cumprir os critérios de Maastricht", reconheceu Simor.

Os analistas húngaros foram surpreendidos esta madrugada pela magnitude do pacote de créditos, de 20 bilhões de euros anunciado pelas entidades internacionais.

Boa parte da ajuda, 12,5 bilhões de euros, provirá do FMI, enquanto a UE fornecerá 6,5 bilhões de euros e o Banco Mundial 1 bilhão de euros. EFE mn/wr/fal

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