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Hungria enfrenta crise com plano do Governo e ajudas do FMI e da UE

Budapeste, 29 out (EFE).- Os húngaros se dispõem a enfrentar o forte golpe que representa para sua economia a crise financeira com um plano do Governo e substanciais créditos do Fundo Monetário Internacional (FMI), do Banco Mundial (BM) e da União Européia (UE).

EFE |

Os analistas húngaros se viram surpreendidos esta madrugada pela magnitude do pacote de créditos, de 20 bilhões de euros, que as três entidades aprovaram para recuperar a economia húngara, anunciado ontem à noite em Washington.

A maior parte da ajuda, 12,5 bilhões de euros, será proveniente do FMI, enquanto a UE fornecerá 6,5 bilhões de euros e o BM o 1 bilhão de euros restante.

O site "index.hu" destacou hoje esta surpresa, considerando que a maior parte dos analistas esperava uma ajuda internacional muito menor e a imprensa húngara tinha estado nos últimos dias ventilando números em torno da metade do recebido.

Já o Governo húngaro se comprometeu a cumprir um severo plano de economia e corte do gasto público em 2009, que entre outras coisas prevê congelar os salários dos membros do Governo e reduzir as remunerações nos conselhos de supervisão das empresas estatais.

Além disso, se projeta para o próximo ano cortar o 13º salário no setor público, enquanto as pensões também sofreriam limitações ao fixarem seu máximo em cerca de 305 euros.

O diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, afirmou que o objetivo do crédito é impulsionar a economia que foi atingida pela crise financeira, informou hoje a imprensa local.

"Este pacote (do FMI) fortalecerá a estabilidade a curto prazo do país e melhorará o potencial de crescimento a longo prazo", declarou Strauss-Kahn em comunicado divulgado ontem.

Acrescentou que assim a Hungria terá acesso a 1.020% de sua parcela no FMI, uma situação que, segundo o diretor do FMI, é aceitável pelas medidas tomadas pelo Governo húngaro ante a crise financeira.

O diretor afirmou que "o pacote foi elaborado para restaurar a confiança dos investidores e para resistir à crise que vive o setor financeiro nas últimas semanas".

Também são incluídas medidas para sustentar a liquidez de divisas e "fortes níveis de capital" no sistema bancário. EFE mn/fal

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