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Humor piorou ontem e Bovespa fechou em baixa; real resistiu

SÃO PAULO - Os mercados brasileiros encerraram a quinta-feira sem tendência definida. O mau humor externo pesou sobre a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), mas não teve efeito sobre o dólar, que voltou a cair ante o real.

Valor Online |

E conforme o esperado, os juros futuros ajustaram para baixo seguindo a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) que cortou a Selic em 1 ponto percentual para 12,75% ao ano.

Na Bovespa, o mercado futuro sinalizou alta, o índice chegou a subir 0,78%, mas tudo ruiu depois de mais uma rodada de indicadores econômicos negativos e resultados corporativos pouco animadores em Nova York. Não bastasse isso, o preço do petróleo veio abaixo depois que os estoques voltaram a subir nos EUA.

A construção de novas moradias afundou 15,5% em dezembro e os pedidos por seguro desemprego subiram mais do que o esperado na semana passada. No lado corporativo, a Microsoft reportou queda de 11% no lucro do seu segundo trimestre fiscal, que somou US$ 4,17 bilhões, e na seqüência anunciou o corte de 5 mil empregos em 18 meses.

Refletindo tais indicações, o Ibovespa caiu 1,68%, para os 37.894 pontos, com giro financeiro em R$ 3,58 bilhões. Perdas também em Wall Street, onde Dow Jones recuou 1,28%, e o Nasdaq cedeu 2,76%.

Vale lembrar que por volta das 17h20, os índices aqui e lá fora esboçaram reação, saindo das mínimas do dia, que levaram o Dow Jones para baixo dos 8 mil pontos e o Ibovespa para a casa dos 37.200 pontos.

À parte do pessimismo externo e das commodities em baixa o dólar fechou em baixa ante o real. Depois de uma breve tentativa de alta, a moeda caiu 0,89%, a R$ 2,329 na compra e R$ 2,331 na venda.

Na roda de " pronto " da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), a moeda teve desvalorização de 0,91%, fechando a R$ 2,33. O giro financeiro somou US$ 96 milhões.

Apesar da instabilidade e incerteza que cercam os mercados, o diretor-executivo da NGO Corretora de Câmbio, Sidnei Moura Nehme, acredita que o quadro que se desenha é de dólar para baixo.

Para o especialista, a especulação que existe no mercado futuro contra o real, onde os investidores estrangeiros têm mais de US$ 12 bilhões em posição comprada, começa a perder força conforme o governo brasileiro age para conter os efeitos da crise. E sinal claro disso veio com a decisão do Copom.

Para Nehme, não dá para ser só pessimista. " O quadro vai mudar, mas não é algo tão traumático como se a crise estivesse aqui. Vamos crescer menos, mas não teremos recessão como lá fora. "
Partindo dessa premissa, o diretor acredita que caso a economia brasileira dê bons sinais ao final do primeiro trimestre, o dólar vai para baixo e o investimento externo volta a procurar rendimento no Brasil, seja via renda fixa ou via Bovespa.

Os juros futuros tiveram mais um pregão de acentuada queda. Os agentes ajustaram o preço dos vencimentos curtos, pois o consenso era de corte de 0,75 pontos, e tiraram mais prêmios dos longos, sinalizando que esperam novas atitudes ousadas do Banco Central, apesar do comunicado afirmando que parte significativa do ciclo de afrouxamento monetário já foi implementada.

Os agentes não esperam que o Banco Central mude o passo e não descartam uma nova redução de 1 ponto percentual em março. No entanto, a consolidação dessas apostas virá conforme os dados de atividade e inflação.

Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o contrato de Deposito Interfinanceiro (DI) com o vencimento para janeiro de 2010, o mais líquido, fechou com baixa de 0,10 ponto, a 11,07%. O contrato para janeiro 2011 caiu 0,08 ponto, a 11,12%, e janeiro 2012 apontava 11,22%, com desvalorização de 0,08 ponto.

Na ponta curta, o DI para fevereiro de 2009 marcava 12,64%, retração de 0,18 ponto. O vencimento para março de 2009 perdeu 0,18 ponto, projetando 12,62%, e Julho de 2009 caiu 0,26 ponto, para 11,68% ao ano.

A sessão foi bastante movimentada e até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 1.110.075 contratos, equivalentes a R$ 102,78 bilhões (US$ 43,65 bilhões). O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 322.220 contratos, equivalentes a R$ 29,21 bilhões (US$ 12,41 bilhões).

(Eduardo Campos | Valor Online)

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