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Humor pesa no cenário externo e tira Ibovespa dos 71 mil pontos

SÃO PAULO - Em um pregão marcado pela preocupação dos investidores com o cenário externo, tendo em vista a possibilidade de um aperto monetário nos Estados Unidos e na China, e novas incertezas sobre a situação fiscal da Grécia, o clima de cautela imperou nos mercados acionários. No Brasil, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) teve a segunda queda seguida e perdeu o nível dos 71 mil pontos. Depois de oscilar entre 70.

Valor Online |

SÃO PAULO - Em um pregão marcado pela preocupação dos investidores com o cenário externo, tendo em vista a possibilidade de um aperto monetário nos Estados Unidos e na China, e novas incertezas sobre a situação fiscal da Grécia, o clima de cautela imperou nos mercados acionários. No Brasil, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) teve a segunda queda seguida e perdeu o nível dos 71 mil pontos. Depois de oscilar entre 70.531 pontos e 71.257 pontos, o Ibovespa recuou 0,43%, aos 70.792 pontos, e movimentou R$ 6,424 bilhões. Nos Estados Unidos, as perdas foram mais acentuadas. Enquanto o índice Dow Jones registrou baixa de 0,66%, aos 10.898 pontos, o Nasdaq perdeu 0,23%, aos 2.431 pontos, e o S & P 500 recuou 0,59%, aos 1.182 pontos. O diretor da Interbolsa do Brasil, Edson Marcellino, assinala que os ganhos recentes registrados no mercado brasileiro e no americano também favoreceram um movimento de realização de lucros. Ele avalia que a volatilidade ainda permanecerá na Bovespa ao longo deste trimestre, para apenas na segunda parte do ano haver uma trajetória mais consistente de alta, que poderá levar o Ibovespa aos 82 mil pontos em dezembro. No cenário americano, o discurso feito pelo presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Ben Bernanke, desanimou os investidores. O dirigente afirmou que os problemas no mercado imobiliário e o elevado desemprego são os maiores desafios econômicos que os EUA enfrentam. Bernanke declarou que, após sofrer a maior recessão desde os anos 1930, a economia parece ter se estabilizado e está crescendo novamente, mas observou que o país está "longe de sair da floresta". O cenário já pessimista ficou completo com a declaração feita pelo presidente do Fed de Kansas City, Thomas Hoenig, de que o banco central dos EUA deve começar a elevar as taxas de juros do país em breve. Segundo ele, o movimento de aperto monetário deve ser realizado para evitar que a inflação ganhe força e crie mais desequilíbrios financeiros no país. Na Europa, as principais bolsas também fecharam o pregão no vermelho, com os agentes reagindo a uma série de reportagens com prognósticos ruins para a Grécia e acompanhando a missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Atenas. Os representantes do organismo multilateral se reuniram hoje com o ministro grego das Finanças, George Papaconstantinou, que disse que a natureza do encontro foi técnica. A situação da Grécia segue preocupando o mercado. O presidente do BC local, George Provopoulos, avisou o ministério das Finanças que as quatro principais instituições financeiras do país - National Bank, Eurobank, Alpha Bank e Piraeus Bank - pediram para integrar um esquema de apoio estatal. Os bancos teriam solicitado garantias no valor de 15 bilhões de euros sob o plano de apoio de 28 bilhões de euros colocado em curso pela administração anterior no fim de 2008, segundo a agência semi-estatal ANA. Na Ásia, o foco esteve voltado para a China, em meio à possibilidade de valorização do yuan em relação ao dólar. O governo chinês ainda sinalizou que está estudando os possíveis riscos envolvendo a flexibilização da moeda chinesa. No mercado brasileiro, apesar da baixa das commodities, as ações das blue chips fecharam em direções distintas. Enquanto os papéis PNA da Vale subiram 0,46%, para R$ 50,2, com giro financeiro de R$ 616,7 milhões, as ações PN da Petrobras recuaram 0,77%, a R$ 35,8, com volume movimentado de R$ 540,9 milhões. Os papéis ON da OGX Petróleo, que giraram R$ 263,3 milhões, também caíram 0,11%, a R$ 17,22. O Departamento de Energia americano informou que as reservas de petróleo cru do país subiram em 2 milhões de barris na semana do dia 2 deste mês, no comparativo com a semana anterior, somando 356,2 milhões de barris. As refinarias utilizaram 84,5% da capacidade operacional na semana fechada no dia 2 de abril. Entre as maiores altas do Ibovespa estiveram os papéis PN da Klabin, com ganhos de 5,14%, a R$ 5,72, as ações PNA do Pão de Açúcar, com avanço de 5,11%, a R$ 64,11, e as PN da Gol, com valorização de 3,15%, a R$ 22,9. Também fecharam o dia no campo positivo os papéis ON da JBS, com apreciação de 0,25%, a R$ 7,88. A companhia apresentou hoje os termos de sua nova distribuição de ações. A oferta será exclusivamente primária e deve contar, no máximo, com 270 milhões de ações. De acordo com aviso ao mercado publicado hoje, serão ofertadas inicialmente 200 milhões de ações ordinárias. Tomando como base o preço de fechamento do papel no pregão de ontem, de R$ 7,86, a distribuição soma R$ 1,57 bilhão. O montante chega a R$ 2,12 bilhões caso sejam colocados integralmente os lotes suplementar e adicional. Entre as principais baixas do Ibovespa figuraram os papéis ON da Usiminas, com queda de 3,04%, a R$ 60,50, as ações ON da PDG Realty, com recuo de 3,02%, a R$ 14,45, e os papéis ON da Rossi Residencial, com desvalorização de 2,99%, a R$ 12,63. Fora do Ibovespa, o destaque desta jornada foi o papel ON da Positivo Informática, que disparou 6,45%, a R$ 18,79. O mercado reagiu a novas especulações de que a empresa estaria sendo vendida para a chinesa Lenovo. Consultada sobre a negociação, a Positivo negou a informação (Beatriz Cutait | Valor)
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