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Humor externo piora e DIs acumulam prêmio de risco

SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros subiram na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F). O acúmulo de prêmios de risco aconteceu tanto nos vértices longos quanto nos curtos e não pode ser atribuído à agenda de indicadores do dia, já que pela manhã, quando saíram os dados, a curva oscilava próximo da estabilidade.

Valor Online |

SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros subiram na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F). O acúmulo de prêmios de risco aconteceu tanto nos vértices longos quanto nos curtos e não pode ser atribuído à agenda de indicadores do dia, já que pela manhã, quando saíram os dados, a curva oscilava próximo da estabilidade. Para o vice-presidente de tesouraria do Banco WestLB, Ures Folchini, esse aumento de posições compradas tem maior relação com o cenário externo, onde a discussão sobre um período de alta de juros em âmbito global voltou à pauta. Fora isso, o especialista notou que vem aumentando o grupo de agentes que acredita em alta de 0,75 ponto percentual na Selic na reunião do dia 28 de abril. "A ala mais pessimista com o cenário de inflação está ampliando suas apostas." Antes do ajuste final de posições na BM & F, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para maio de 2010 apontava alta de 0,01 ponto a 8,68%. Julho de 2010 ganhava 0,02 ponto, a 9,25%. E janeiro de 2011, o mais líquido do dia, ganhou 0,03 ponto, a 10,44%. Entre os vencimentos longos, o DI para janeiro de 2012 subiu 0,02 ponto, a 11,67%. Janeiro de 2013 também ganhou 0,02 ponto, a 12,02%, e janeiro 2014 acumulou 0,02 ponto, projetando 12,16%. Até as 16h15, foram negociados 906.325 contratos, equivalentes a R$ 82.68 bilhões (US$ 46,96 bilhões), 18% acima do registrado ontem. O vencimento janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 367.010 contratos, equivalentes a R$ 34,09 bilhões (US$ 19,36 bilhões). Começando pelo lado externo, a mídia chinesa apontou que o banco central do país poderá promover uma alta na taxa de juros ainda no segundo trimestre caso o crescimento econômico dos três primeiros meses do ano ultrapasse 11%. Também se fala na emissão de bônus de três anos como mais um esforço para retirar liquidez do mercado. O assunto serviu de gatilho para que surgissem novas análises de que o mundo está próximo de observar um ciclo de alta de juros. Segundo Folchini, a maioria dos países não está com o que se considera juro neutro. Então, os governos teriam que começar a retirar o incentivo monetário dado durante a crise. Já nos Estados Unidos, o presidente do Federal Reserve (Fed) do Kansas, Thomas Hoenig, dissidente dentro do banco central americano quanto à manutenção dos juros próximos de zero, disse hoje que a taxa básica pode subir a 1%, e ainda assim ser condizente com a atual política. Para Hoenig, o Fed deveria mudar a taxa para evitar uma elevação da inflação e o surgimento de novos desequilíbrios financeiros. O dia também contou com discurso do presidente do Fed, Ben Bernanke, que disse que seu melhor palpite é de que as condições econômicas vão continuar melhorando ao longo do ano. Outro ponto que chamou atenção, é que Bernanke não falou que a taxa de juros vai permanecer excepcionalmente baixa por um longo período e tempo. Ele trocou esse mantra por "o crescimento deste ano terá suporte na política monetária estimulante." De volta ao mercado local, os Indicadores Industriais da Confederação Nacional da Indústria (CNI), apontaram estabilidade no nível de utilização da capacidade da indústria brasileira em 80,4% em fevereiro. Um resultado muito bom segundo Folchini. Já os dados da Anfavea surpreenderam, mas nem tanto. Segundo o tesoureiro uma forte expansão era esperada dada a antecipação de consumo e produção em função do final do IPI mais baixo para o setor. Segundo a associação, a produção da indústria automobilística somou 330.980 veículos em março, uma expansão de 20,3% em relação ao mesmo mês do ano passado. Na comparação com fevereiro a produção registrou elevação de 32,5%. Já as vendas foram recordes, somando 353,7 mil unidades em março, 30,3% acima do verificado um ano antes 2009. Olhando para a quinta-feira, atenção do IPCA de março, para o qual não é descartado uma surpresa negativa, com leitura acima de 0,50%, e para o IGP-DI também referente ao mês de março. (Eduardo Campos | Valor)
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